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sábado, 2 de agosto de 2014

O EVANGELHO CONSOLA COM SUAS LIÇÕES;ESCLARECE...,CONSOLA....

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Evangelho

O que é o Evangelho e o que representa?

         Palavra derivada do grego euaggélion o Evangelho significa “boa nova”’, ou, boa e feliz notícia, novidade fortunosa. E essa auspiciosa novidade tem a ver com os ensinamentos e exemplos de Jesus.
         No início da Religião Cristã, a expressão “evangelho’’ era utilizada, portanto, em relação às palavras e aos atos de Jesus; referiu-se, depois, ao registro escrito que se fez de Seu ensino.
         Muito embora esse vocábulo apareça 75 vezes no Novo Testamento, ele forma um conjunto de quatro livros conhecidos como os Evangelhos de Mateus, de Marcos, de Lucas e de João.
         Podem dividir-se em cinco partes as matérias contidas nos Evangelhos, as quais dizem respeito:
         – aos atos comuns da vida do Cristo;
         – aos milagres;
         – às predições;
         – às palavras que foram tomadas pela Igreja para fundamento de seus dogmas; e
         – ao ensino moral. [1]
         No entanto, o Espírito Emmanuel ressalta:

            A grandeza da doutrina não reside na circunstância de o Evangelho ser de Marcos ou de Mateus, de Lucas ou de João; está na beleza imortal que se irradia de suas lições divinas, atravessando as idades e atraindo os corações. É que, portas adentro do coração, só a essência deve prevalecer para as almas. [2]

         Em sua essência, o Evangelho representa o mais elevado código de conduta ética existente na humanidade. Fonte de preceitos morais, seu conteúdo nos aponta o caminho da sabedoria e da paz, do progresso espiritual, norteando nossa vida e aspirações. E sua observância seria suficiente para transformar nosso mundo num local de extrema prosperidade.
         Para o Espírito Emmanuel, o Evangelho “é a revelação pela qual o Cristo nos entregou mais amplo conhecimento de Deus.” [3] 
         É, portanto, “mensagem de salvação, nunca de tormento.” [4]

O Evangelho e nós

         Certa vez, perguntaram a Chico Xavier: “Qual a importância do Evangelho de Jesus para a Humanidade?”
         E sua resposta foi a seguinte: “Creio que a importância do Evangelho de Jesus, em nossa evolução espiritual, é semelhante à importância do Sol na sustentação de nossa vida física.” [5]
         Todos somos necessitados dos ensinamentos do Cristo. E quando tomamos contato com sua essência, o foco de nossos interesses e comportamento se altera substancialmente. E por quê? Simplesmente pelo fato de que seu exercício nos possibilita a plena conscientização dos princípios de igualdade, liberdade e fraternidade, condições imprescindíveis à correta e elevada convivência social.
         O sentido profundo de todas as parábolas do Evangelho nos possibilita um contato mais direto com nosso próprio íntimo e com Deus, ou seja, conseguimos uma visão mais elevada do Criador, um refletir mais intenso da própria consciência e uma percepção mais ampliada do verdadeiro sentido da Vida.
         Allan Kardec anota:

            Para os homens, em particular, constitui aquele código [o Evangelho] uma regra de proceder que abrange todas as circunstâncias da vida privada e da vida pública, o princípio básico de todas as relações sociais que se fundam na mais rigorosa justiça.    É, finalmente e acima de tudo, o roteiro infalível para a felicidade vindoura, o levantamento de uma ponta do véu que nos oculta a vida futura. [6]

         No entanto, muitos evitam tomar contato com o Evangelho,  omitindo-se, assim, de agir em conformidade com os seus fundamentos. Outros já acreditam que a assídua frequência aos seus templos de fé seja suficiente para torná-los plenos de seu conteúdo; todavia, o Espírito André Luiz escreve que “o Evangelho é livro divino e, enquanto permanecemos na cegueira da vaidade e da ignorância, não nos expõe seus tesouros sagrados.” [7]

         Este conjunto de livros necessita, portanto, ser conhecido, meditado e sentido, porque seu maior objetivo é nos renovar e aprimorar-nos intimamente.
         Richard Simonetti enfatiza:

            A leitura da Boa Nova não se destina ‘aos outros’. Deve falar à intimidade de nossa consciência. Não devemos usá-la para fiscalizar o semelhante e, sim, como orientação para nosso próprio comportamento. 
            (...) No Evangelho, encontramos sempre duas orientações precisas e inconfundíveis:
            É preciso edificar o Bem.
            É preciso eliminar o Mal.
            Para sermos eficientes nesse empenho, é de fundamental importância ter sempre presente que:
            No empenho do Bem, somos convidados a pensar no que falta no semelhante...
            No combate ao Mal, devemos cogitar do que sobra em nós...   [8]

         Podemos afirmar que a mais consistente divulgação do Evangelho ocorre por meio de nossos atos e, ao aplicarmos suas lições, damos a mais perfeita demonstração de que as assimilamos. Devemos, portanto, pregá-lo muito mais através de nossos exemplos do que apenas com nossas palavras.
         Ainda do Espírito Emmanuel: “A lição do Evangelho consola e esclarece, encoraja e honra aqueles que a recebem, mas, se não for usada, não adianta.” [9]

O Evangelho e o Espiritismo

         “O Espiritismo cristão é a revivescência do Evangelho de Nosso Senhor Jesus-Cristo.” [10]

         O Espiritismo não traz moral diferente da de Jesus, mas lança novo entendimento sobre Seus ensinos e é neles alicerçado.
         Algumas lições do Cristo se apresentam de forma velada.    Foram elas, então, explicadas pela Doutrina Espírita que, através de seus postulados, busca conscientizar o indivíduo:
         – de sua essência imortal;
         – da sua responsabilidade na construção do próprio futuro; e
         – da presença constante do amparo divino em sua trajetória evolutiva.
         Em 1864, Allan Kardec publicou O evangelho segundo o espiritismo (inicialmente com o título Imitação do evangelho), trazendo a explicação de vários preceitos morais deixados pelo Cristo, em consonância, porém, com o Espiritismo, bem como sua aplicação às diversas circunstâncias da vida.
         A proposta dessa obra ainda continua sendo de grande importância pela profunda renovação moral que sugere. À época de seu lançamento, no entanto, ela representou uma completa reformulação dos conceitos cristãos vigentes, porque fez desaparecer as proibições e os pecados para fazer nascer a liberdade responsável.
         O Espírito Emmanuel declara que:

         tanto na mensagem do Evangelho, quanto na men¬sagem do Espiritismo, o que prevalece, acima de tudo, é a responsabilidade para cada um de nós.
            Responsabilidade de sentir e pensar, de falar e fazer.” [11]
         No labor da Doutrina, temos de convir que o Espiritismo é o Cristianismo redivivo pelo qual precisamos fornecer o testemunho da verdade e, dentro do nosso conceito de relatividade, todo o fundamento da verdade da Terra está em Jesus-Cristo. [12]

         Em seu aspecto religioso, o Espiritismo é o próprio Cristianismo, mas apresentado em sua feição clara e simples, para que Jesus seja compreendido na essência de seus ensinamentos e exemplos.
         No estudo concomitante da Doutrina e do Evangelho, temos a aquisição de conhecimentos aliada à sublimação dos sentimentos, porque a pessoa atenta à própria evangelização – ou seja, ao conhecimento e à vivência do Evangelho – está em constante busca de maiores níveis de excelência em sua moralidade e espiritualidade.
         São palavras de Chico Xavier: “O Evangelho de Jesus, na Doutrina Espírita, representa uma luz a me mostrar a imensidade do esforço que tenho a fazer para melhorar-me.”  [13]  

Interpretação e análise do Evangelho

         Jesus nada escreveu. Todavia, muitos estudiosos defendem a idéia de que o Evangelho de Marcos é nosso relato mais antigo sobre a vida de Jesus, escrito entre 65 e 70 d.C.; que os Evangelhos de Mateus e de Lucas foram elaborados dez ou quinze anos mais tarde, possivelmente entre 80-85 d.C; e que João foi o último a registrar suas memórias, por volta de 90 ou 95 d.C.
         Também não se pode negar que os textos que nos chegaram foram vítimas de certas adulterações e adaptações, e que outros documentos, de origem verdadeira acerca do Cristo, foram destruídos por estudiosos e religiosos que deixaram passar para a posteridade somente os textos que lhes interessavam.
         Entretanto, o Espírito André Luiz ressalta: “O Evangelho, em suas bases, guarda a beleza do primeiro dia. Sofisma algum conseguiu empanar o brilho de “amai-vos uns aos outros, como eu vos amei...”. [14] 
           Por aquela época, era comum entre os israelitas, gregos, romanos e outros povos a vigência de parábolas, mitos e lendas. Então, como atesta o próprio Evangelho de Marcos (4:30-34), Jesus também se utilizou de histórias simbólicas e alegóricas para que as pessoas, além de se sentirem estimuladas a ouvi-lo, compreendessem de forma mais consistente o significado de seus ensinamentos. Através, portanto, das parábolas, Ele associava imagens da vida diária com princípios espirituais mais abstratos, de modo a facilitar sua aplicabilidade na vivência do cotidiano. Assim,  “o que poderia apresentar-se complexo para as mentes de seus ouvintes, em se considerando a gravidade do tema, ele simplificava em narrações suaves e claras.”  [15] 
         É preciso, porém, considerar que os preceitos morais constantes de Suas parábolas necessitam de interpretações adequadas ao nosso contexto. Muitas dessas histórias, se tomadas em seu sentido literal, se tornam inaplicáveis para nós, pois a cada tempo, o mundo se apresenta diferente. 
         Em virtude de os Evangelhos só terem surgido após sua morte, muitas palavras atribuídas a Jesus não condizem com sua forma superior e amorosa de transmitir orientações. Por outro lado, as várias traduções pelas quais esses livros passaram carregam distorções. Bem sabemos que determinada palavra em um idioma pode ter significado diverso em outro; também, dentro da mesma língua, pode esse termo mudar de sentido com o passar do tempo, influenciado pelos costumes vigentes. Sob esse aspecto, portanto, a tradução literal nem sempre é fiel ao significado que a palavra representava no texto original.
         Exemplo típico se verifica com a palavra odiar: “Se alguém vem a mim e não odeia seu pai e sua mãe...” (Lc 25:27-33).  Pode-se supor que Jesus a tivesse usado no sentido moderno do termo? Evidentemente que não!
         Lícito é acreditar-se que, em casos como este, o fundo do seu pensamento não foi bem expresso, ou que o sentido primitivo, passando de uma língua para outra, há de ter experimentado alguma alteração. Basta que se haja cometido um erro uma única vez, para que os copiadores possam tê-lo repetido. Muitas das aberrações e contradições em certos trechos dos Evangelhos, em parte, podem ser creditadas às traduções e à ausência de vocábulos que expressassem de maneira adequada o que o Cristo pretendia afirmar.
         Sendo assim, torna-se imprescindível o conhecimento do valor de muitas das palavras frequentemente empregadas nos Evangelhos, e que caracterizam o estado de costumes da sociedade judia daquela época, para não incorrermos no erro de interpretá-las, passados os séculos, segundo nossos hábitos e características.
         A forma de identificação dos verdadeiros ensinamentos de Jesus deve alicerçar-se nos reais sentidos do que seja o amor, a justiça e a bondade divina. Tudo o que contradisser esses princípios necessitará, de nossa parte, de uma abordagem mais racional. No entanto, tais condições não nos devem desestimular do estudo dos textos evangélicos, mas, sim, nos induzir a uma formação mais profunda  em sua temática.
         Dessa forma, se ficarmos presos somente às palavras, sem buscar apreender o conteúdo mais profundo de Suas lições; se não meditarmos no que elas têm a ver conosco, dificilmente conseguiremos captar o pleno sentido da mensagem cristã. Tudo nos soará apenas como uma bela filosofia, sem aplicação prática, contudo.
         Com isso, surge a necessidade de nos dedicarmos continuamente ao seu estudo, como bússola norteadora de mudanças imprescindíveis em nós, de modo a nos transformar em seres mais conscientes e elevados espiritualmente.
         O Espírito Miramez enfatiza: “Ler o Evangelho superficialmente é o mesmo que comer um bom pedaço de bolo sem fome, perdendo o seu verdadeiro saber. Importa que o conheçamos em espírito e verdade, para o nosso próprio bem.” [16]   
         Para nós, o que deve vigorar, portanto, é a superioridade do Evangelho vivido sobre o Evangelho interpretado. Na prática, é mais fácil ler e julgar entender os ensinamentos de Jesus, do que exercitá-los e, realmente, assimilá-los no dia a dia, aprimorando nossas qualidades morais. Poucos, verdadeiramente, conhecem o poder transformador do Evangelho; talvez o  conheçam na teoria, sem, no entanto, tê-lo provado na prática, pois a prática exige a ação de que a leitura prescinde.

            “Os Evangelhos são o roteiro das almas, e é com a visão espiritual que devem ser lidos” [17]

PACIÊNCIA....


Paciência e Nós

Tela de Leitura
Paciência e NósQuando as dificuldades atingem o apogeu, induzindo os companheiros mais valorosos a desertarem da luta pelo estabelecimento das boas obras, e prossegues sob o peso da responsabilidade que elas acarretam, na convicção de que não nos cabe descrer da vitória final...
Quando os problemas se multiplicam na estrada, pela invigilância dos próprios amigos, e te manténs, sem revolta, nas realizações edificantes a que te consagras...
Quando a injúria te espanca o nome, procurando desmantelar-te o trabalho, e continuas fiel às obrigações que abraçaste, sem atrasar o serviço com justificações ociosas...
Quando tentações e perturbações te ameaçam as horas, tumultuando-te os passos, e caminhas à frente, sem reclamações e sem queixas...
Quando te é lícito largar aos ombros de outrem a carga de atribuições sacrificiais que te assinala a existência, e não te afastas do serviço a fazer, entendendo que nenhum esforço é demais em favor do próximo...
Quando podes censurar e não censuras, exigir e não exiges...
Então, terás levantado a fortaleza da paciência no reino da própria alma.
Nem sempre passividade significa resignação construtiva.
Raramente pode alguém demonstrar confor-midade, quando se encontre sob os constrangimentos da provação.
Paciência, em verdade, é perseverar na edifi-cação do bem, a despeito das arremetidas do mal, e pros-seguir corajosamente cooperando com ela e junto dela, quando nos seja mais fácil desistir.


Leia mais lindas mensagens acessando o Site Mensagem Espírita:http://www.mensagemespirita.com.br/chico-xavier/emmanuel/paciencia-e-nos

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A CONSCIÊNCIA!


Você se questionou, em algum momento, por que age na sociedade de maneira correta?
Ou se indagou, alguma vez, o que o motiva a agir de acordo com as leis?
Ou, ainda, o que o leva agir buscando ter sempre a medida do respeito ao próximo?
Muitos responderiam a essas questões dizendo que o fazem por obrigação, ou por medo das penalidades previstas nas leis.
Porém, outros responderiam que se esmeram em agir, de maneira correta e adequada, simplesmente porque acham certo.
Para aqueles que assim pensamos, verificamos que não é a força de uma lei ou o temor de ser penalizado que rege nossa conduta.
Procedemos dessa forma porque temos a convicção de que é correto. Simples assim.
Certa feita, um jovem, ao tentar estacionar seu carro na rua, cometeu um deslize ao volante e acabou amassando a lataria do carro à frente.
A rua vazia, ninguém à vista, o horário adiantado colaboravam para que a ação não tivesse testemunhas.
Ele, contudo, sem titubear, escreveu breve bilhete, pedindo desculpas pelo acontecido, colocou seu nome e telefone para contato a fim de que pudesse acertar o conserto e deixou preso ao para-brisa do veículo com o qual colidira, embora de forma leve.
Nada externo o obrigou a assim proceder. Apenas o sentimento do dever, inscrito em sua consciência, conduziu aquele motorista à acertada ação.
Isso acontece conosco. Na medida em que amadurecemos, à proporção que entendemos melhor nossa relação perante a vida e o próximo, as atitudes corretas deixam de ser imposições. Simplesmente as realizamos.
Quando entendemos que as leis da vida maior são pautadas na justiça e respeito, passamos a exercitar tais valores em nosso dia a dia.
Então, não temos necessidade da legislação que coage e obriga.
Não teremos nossas ações pautadas pelo olhar vigilante de qualquer autoridade, ou porque as pessoas farão esse ou aquele comentário.
Nossas ações não serão traçadas pela vantagem que podemos ter, ou por ser a maneira mais conveniente naquele momento.
Tudo que fizermos terá por simples base a consciência e o dever.
Esse é o exercício que nos cabe: o esforço de bem agir, de maneira consciente e devida.
Para tal exercício basta, ao final de cada dia, repassando mentalmente as ações realizadas, perguntar a si mesmo, se alguém tem algo a dizer contra nós.
Revivendo cada atitude, cada diálogo, cada decisão tomada, verificaremos o certo realizado, o indevido concretizado, na curta jornada.
E, se em algum momento, tivermos dúvida da maneira correta de proceder, basta nos perguntemos como gostaríamos que outro agisse para conosco.
A resposta a essa pergunta nos dará o norte e a referência absolutamente correta.
Dessa forma, nesse exercício constante de análise e reflexão, iremos, aos poucos, construindo esse sentimento de dever, de justiça e responsabilidade em relação ao próximo.
A partir de então, a legislação mais justa e o juiz mais severo estarão dentro de nossa intimidade, convidando-nos sempre ao bem proceder.
 Redação do Momento Espírita.
Em 30.7.2014.

CORREÇÃO

ícone Aceite a correção
Paulo, Apóstolo, em sua Epístola aos Hebreus, prescreve: Na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça naqueles exercitados por ela...
*   *   *
Como você tem lidado com as correções que recebe?
Você é daquelas pessoas que não admite ser corrigida? Que mesmo que o outro tenha razão nos apontamentos, não dá o braço a torcer e não assume que errou, na presença de alguém?
Ou já consegue absorver bem as críticas, sorvendo o que elas podem lhe trazer de bom?
Quanto é difícil para você dizer: Desculpe, você está certo?
Reflitamos com a mensagem do Espírito Emmanuel, do livro Fonte Viva:
A terra, sob a pressão do arado, rasga-se e dilacera-se, no entanto, a breve tempo, de seus sulcos retificados brotam flores e frutos deliciosos.
A árvore, em regime de poda, perde grandes reservas de seiva, desnutrindo-se e afeando-se, todavia, em semanas rápidas, cobre-se de nova robustez, habilitando-se à beleza e à fartura.
A água humilde abandona o aconchego da fonte, sofre os impositivos do movimento, alcança o grande rio e, depois, partilha a grandeza do mar.
Qual ocorre na esfera simples da natureza, acontece no reino complexo da alma.
A corrigenda é sempre rude, desagradável, amargurosa? mas, naqueles que lhe aceitam a luz, resulta em frutos abençoados de experiência, conhecimento, compreensão e justiça.
A terra, a árvore e a água suportam-na, através de constrangimento, mas o homem, campeão da inteligência no planeta, é livre para recebê-la e ambientá-la no próprio coração.
O problema da felicidade pessoal, por isso mesmo, nunca será resolvido pela fuga ao processo reparador.
Exterioriza-se a correção celeste em todos os ângulos da Terra.
Raros, contudo, lhe aceitam a bênção, porque semelhante dádiva, na maior parte das vezes, não chega envolvida em brancura, e, quando levada aos lábios, não se assemelha a saboroso confeito.
Surge, revestida de espinhos ou misturada de fel, como remédio curativo e salutar.
Não percamos, portanto, a preciosa oportunidade de aperfeiçoamento.
A dor e o obstáculo, o trabalho e a luta são recursos de sublimação que nos compete aproveitar.
*   *   *
Só não suporta críticas aquele que ainda é dominado pelo vício do orgulho.
Por mais duras que sejam e, por vezes, carregadas de veneno, precisamos aprender com elas, retirando apenas o remédio de que necessitamos para crescer.
Essa é a postura da humildade, é a postura daqueles que ganham a existência, que avançam sem cessar.
Os orgulhosos, os teimosos, os endurecidos, esses ficam para trás, estagnados.
Não tenha medo de ser criticado. Se você se enxerga muito suscetível, isto é, aquele que a qualquer sinal de correção se magoa, se retrai, é bom rever as atitudes, refazer os caminhos.
O mundo de provas e expiações é também o mundo da lapidação. Pedras brutas que somos vamos sendo esculpidas pela vida, e as críticas são poderoso cinzel, que não deve nos dar medo.
Aceitemos a correção.
Redação do Momento Espírita, com base no
cap. 6, do livro 
Fonte Viva, pelo Espírito
Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido
Xavier, ed. FEB.
Em 25.7.2014.

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