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domingo, 5 de abril de 2015

NINGUÉM É INÚTIL

Na Esfera Íntima

"Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons dispensadores da multiforme graça de Deus." Pedro (I Pedro, 4:10)
A vida é máquina divina da qual todos os seres são peças importantes, e a cooperação é o fator essencial na produção da harmonia e do bem para todos.
Nada existe sem significação.
Ninguém é inútil.
Cada criatura recebeu determinado talento da Providência Divina para servir no mundo e para receber do mundo o salário da elevação.
Velho ou moço, com saúde do corpo ou sem ela, recorda que é necessário movimentar o dom que recebeste do Senhor, para avançares na direção da Grande Luz.
Ninguém é tão pobre que nada possa dar de si mesmo.
O próprio paralítico, atado ao catre da enfermidade, pode fornecer aos outros a paciência e a calma, em forma de paz e resignação.
Não olvides, pois, o trabalho que o Céu te conferiu e foge à preocupação de interferir na tarefa do próximo, a pretexto de ajudar.
Quem cumpre o dever que lhe é próprio, age naturalmente a benefício do equilíbrio geral.
Muitas vezes, acreditando fazer mais corretamente que os outros o serviço que lhes compete, não somos senão agentes de desarmonia e perturbação.
Onde estivermos, atendamos com diligência e nobreza à missão que a vida nos oferece.
Lembra-te de que as horas são as mesmas para todos e de que o tempo é o nosso silencioso e inflexível julgador.
Ontem, hoje e amanhã são três fases do caminho único.
Todo dia é ocasião de semear e colher.
Observemos, assim, a tarefa que nos cabe e recordemos a palavra do Evangelho: - "Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons dispensadores da multiforme graça de Deus", para que a graça de Deus nos enriqueça de novas graças.
XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 130.

QUEM FARIA BRILHAR O SOL,A LUA E AS ESTRELAS?DEUS


Conta-se que um louco chegou à praça e gritou: Deus morreu. Agora, as catedrais serão os seus mausoléus.
Alguns se admiraram do que ele dizia. Era mesmo um louco. Outros, de imediato, concordaram, acenando afirmativamente com a cabeça. Outros, ainda, ousaram se manifestar: E onde está a novidade?
Uma criança, que passava pela praça, no entanto, se mostrou extremamente preocupada.
Deus morreu? E agora, quem vai alimentar os peixes e os pássaros? Quem vai acender as estrelas?
*   *   *
Um estudo realizado em 2013 indicou que muitos cientistas acreditavam em Deus, conforme o conceito mais comum e usual.
Repetindo, com exatidão, uma famosa pesquisa realizada em 1916, Edward Larson, da Universidade da Geórgia, constatou que a profundidade da fé religiosa entre os cientistas não diminuiu, apesar dos avanços científicos e tecnológicos.
Tanto no século XX quanto no XXI, em torno de quarenta por cento dos biólogos, físicos e matemáticos, que participaram da pesquisa, disseram que acreditavam em um Deus que, segundo a estrita definição do questionário, se comunica com a Humanidade e a quem se pode orar na expectativa de receber uma resposta.
Albert Einstein dizia que sem Deus, o Universo não é explicável satisfatoriamente.
Para ele, Deus era a Lei e o Legislador do Universo. E afirmou: Quando abro a porta de uma nova descoberta encontro Deus lá dentro.
O cientista francês André-Marie Ampère, fundador da eletrodinâmica, escreveu uma obra intituladaProvas históricas da Divindade do cristianismo.
O inglês Isaac Newton, mais reconhecido como físico e matemático, e que também foi astrônomo,  alquimista, filósofo natural e teólogo, foi considerado o cientista que maior impacto causou na História da ciência.
Para ele, a função da ciência era descobrir leis universais e enunciá-las de forma precisa e racional.
Essa sumidade científica acreditava que a maravilhosa disposição e harmonia do Universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode.
E afirmava: Isso fica sendo a minha última e mais elevada descoberta.
Posso pegar meu telescópio e ver milhões de quilômetros de distância no espaço. Mas, também posso pôr meu telescópio de lado, ir para o meu quarto, fechar a porta e, em oração fervorosa, ver mais do céu e me aproximar mais de Deus do que quando estou equipado com todos os telescópios e instrumentos do mundo.
Para as grandes inteligências, a existência de Deus é palpável. Atestada pelos Seus efeitos, conforme aprendemos: Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente.
Bem tinha razão a criança em indagar quem tomaria conta dos peixes e dos pássaros se não houvesse Deus.
E diríamos mais: quem comandaria o concerto dos mundos, que viajam pelo espaço infinito, a grande velocidade?
Quem colocaria plumagem nas aves e providenciaria o orvalho das manhãs?
Quem faria brilhar o sol, a lua e as estrelas? Quem estabeleceria a rota precisa dos cometas?
Quem pintaria o arco-íris e colocaria veludo nas pétalas das flores?
E a toda questão, poderíamos ouvir o coro dos ventos e dos ramos dos salgueiros: é Deus... é Deus... é Deus.
Redação do Momento Espírita.
Em 30.3.2015.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

A PAIXÃO SEGUNDO O ESPIRITISMO






A Paixão Segundo o Espiritismo


Desde criança, me intrigava muito ouvir falar da Paixão de Cristo. Como quase todo mundo, associava a paixão ao sentimento que se nutre por outra pessoa e que nos transforma em seres apaixonados. Mas, a de Cristo era outra paixão, era dor, era cruz, era morte. Quando cresci, consultei o dicionário, o famoso “Aurélio”, que explicava que paixão é um sentimento de apego levado a um alto grau de intensidade, sobrepondo-se à lucidez e à razão; amor ardente, inclinação afetiva e sensual intensa; afeto dominador e cego, obsessão; entusiasmo muito vivo por alguma coisa; atividade, hábito ou vício dominador; desgosto, mágoa, sofrimento; arrebatamento, coleira; o martírio de Cristo. Nos estudos da doutrina, encontrei outra definição, desta vez de Palhano, que traduzia paixão como uma das imperfeições do Espírito que lhe traz bastante sofrimento, pois que está cego diante da lógica e da razão e longe do verdadeiro amor, que não é a mesma coisa. Cá para nós, uma palavrinha só para tanto significado é para fundir a cuca, como diriam os jovens de meu tempo.
O tema, porém, vem esclarecido e com todas as dúvidas dizimadas, em O Livro dos Espíritos, cap. XII – Da perfeição moral, no item Paixão. Através de seis questões (907 a 912) endereçadas por Kardec aos Espíritos, descortina-se diante de nós um estudo esclarecedor. Na questão 907, ensina-se que as paixões fazem parte da natureza humana e que elas não são más, pois o princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem. A “coisa” com os excessos e abusos, esses sim é que causam o mal. Na questão seguinte, ensina-se que o governo da paixão é que determina o limite em que se situa a fronteira do bem e do mal. Entre estes caminhos, a paixão se torna um perigo quando a gente perde o domínio e causam os males aos outros e a nós mesmos. Assim, entendemos que a paixão nada tem a ver com o instinto, sendo um acúmulo de energia. A vigilância é a nossa defesa para se defender desse sentimento inferior.
No livro Boa Nova, página 101, há o episódio em que Jesus orienta Joana de Cusa – 101: Ela pergunta “porque Deus não impõe a sua vontade e o seu amor aos tiranos da terra? A sabedoria celeste não extermina as paixões, transforma-as. O Pai não impõe a reforma a seus filhos, esclarece-os no momento oportuno. Deus não trava contendas com as suas criaturas e trabalha em silêncio por toda a Criação”. O Espiritismo classifica as paixões em inferiores e superiores. Inferiores são as que mais se manifestam nas pessoas, traduzidas pelo orgulho e pela vaidade, inveja e a avareza, ódio e vingança, personalismo e agressividade, maledicência e intolerância, impaciência e cólera, e, a mais terrível, o egoísmo. As superiores são manifestações divinas, boas, que precisam ser trabalhadas para o bem da humanidade. Quais são? As qualidades do Mestre Jesus: virtude, humildade, resignação, sensatez, piedade, generosidade, doçura, benevolência, compreensão, tolerância, renúncia, misericórdia, paciência, dedicação e, o que o Mestre sempre evidenciou, inclusive na hora da dor mais profunda no Calvário: o perdão.
Com relação ao egoísmo, Emmanuel ensina no livro Fonte Viva, que “se o egoísta contemplasse a solidão infernal que o aguarda, nunca se apartaria da prática infatigável da fraternidade e da cooperação”. Portanto, ele é a fonte de todos os vícios, estando apoiado no culto do personalismo. No Novo Testamento, temos como exemplo de egoísmo a atitude de Pilatos que, ao pensar somente em si mesmo, entregou Jesus aos seus carrascos. Já o Mestre nos deu o exemplo da caridade, do amor e do perdão, sintetizados no axioma “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”.
Com referência às virtudes, ou paixões divinas, Kardec, na questão 893, pergunta aos Espíritos: “Qual é a mais meritória de todas as virtudes?”, e os Espíritos respondem que “todas as virtudes tem o seu mérito, porém a mais meritória é aquela que se baseia na caridade mais desinteressada”. Os Instrutores Espirituais nos afirmam que há virtude também toda vez que há resistência voluntária ao arrastamento das más tendências, associando-a ao devotamento e à abnegação. Aliás, com relação a essas últimas, o Espírito de Verdade diz que seu cultivo nos tornará fortes, “porque elas resumem todos os deveres impostos pela caridade e humildade.” Na pergunta 886, explica-se que “o amor e a caridade são o complemento da lei de justiça porque amar ao próximo é fazer todo o bem que está ao nosso alcance e o que gostaríamos que nos fosse feito”. A caridade, sabemos, manifesta-se de maneiras variadas, seja em pensamento, em bondade e pela oração.
Pois bem, quando cultivamos paixões inferiores, atraímos ou ocasionamos doenças, conforme nos ensina a vasta literatura deixada por André Luiz em obras como Evolução em Dois Mundos e Nosso Lar, pela preciosa psicografia de Chico Xavier. No corpo, podemos contrair as doenças causadas pelas consequências das paixões desvairadas, infecções passadas da alma ao corpo como câncer, tuberculose, lepra, até chegar a Aids, e, na alma, o ódio, o rancor, o orgulho, o egoísmo etc., anomalias geradas pelo desequilíbrio de nossas forças mentais. Para se ter uma ideia exata disso, recomendamos a leitura do trecho de Nosso Lar, em que André Luiz narra o estado em que chegou na Colônia, vítima do peso das paixões mundanas, com câncer de intestino e metástases. A leitura continuada mostrará as consequências dessa vida desregrada no seu perispírito, comprometendo futuras reencarnações.
Jesus Cristo sentiu em seu espírito todas as lanças das paixões inferiores e respondeu com o bálsamo das superiores. Ao ódio dos fariseus respondeu com o perdão, à calúnia, ao sofrimento na carne, retribuiu pedindo a Deus que fosse feita a sua vontade e não a dele, num supremo e derradeiro ato de dignidade e evolução espiritual.
Bibliografia:
. Dicionário da Língua Portuguesa. Aurélio Buarque de Hollanda;
. Dicionário de Filosofia Espírita. L. Palhano Jr.;
. Dramas da Obsessão. Bezerra de Menezes / Amaral P.;
. Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec.
. Evolução em Dois Mundos. André Luiz / Francisco Cândido Xavier;
. Fonte Viva. Emmanuel / Francisco Cândido Xavier;
. Livro dos Espíritos. Allan Kardec;
. Nosso Lar. André Luiz / Francisco Cândido Xavier







AS EXPIAÇÕES COLETIVAS

AS EXPIAÇÕES COLETIVAS

As Expiações Coletivas

Pergunta – O Espiritismo nos explica perfeitamente a causa dos sofrimentos individuais, como conseqüência imediata das faltas cometidas na existência precedente, ou como expiação do passado; mas, uma vez que cada só é responsável pelas suas próprias faltas, não se explicam satisfatoriamente as infelicidades coletivas que atingem as aglomerações de indivíduos, por vezes, toda uma família, toda uma cidade, toda uma nação ou toda uma raça, e que atingem tanto os bons quanto os maus, os inocentes ou os culpados.

Resposta – Todas as leis que regem o Universo, quer sejam físicas ou morais, materiais ou intelectuais, foram descobertas, estudadas, compreendidas, procedendo do estudo da individualidade, e do da família para o de todo o conjunto, generalizando-as gradualmente, e constatando-lhe a universalidade dos resultados.

Ocorre o mesmo hoje com relação às leis que o estudo do Espiritismo dá a conhecer. Podem aplicar-se, sem medo de errar, as leis que regem o indivíduo à família, à nação, às raças, ao conjunto dos habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas. As faltas dos indivíduos, as da família, as da nação, cada uma, qualquer que seja o seu caráter, se expiam em virtude da mesma lei. O carrasco expia relativamente à sua vítima, quer indo encontrar-se em sua presença no espaço, quer vivendo em contato com ela numa ou em várias existências sucessivas, até à reparação de todo o mal cometido. Ocorre o mesmo quando se trata de crimes cometidos solidariamente, por um certo número de pessoas. As expiações também são solidárias, o que não aniquila a expiação simultânea das faltas individuais.

Em todo homem há três caracteres: o do indivíduo, do ser em si mesmo; o de membro de família, e, finalmente, o de cidadão. Sob cada uma dessas três faces ele pode ser criminoso e virtuoso, quer dizer, pode ser virtuoso como pai de família, e ao mesmo tempo ser criminoso como cidadão, e reciprocamente; daí as situações especiais que lhe são dadas em suas existências sucessivas.

Salvo alguma exceção, pode-se admitir como regra geral que todos aqueles que, reunidos numa existência, têm uma tarefa comum, já viveram juntos para trabalhar com o mesmo objetivo, e se acharão reunidos ainda no futuro, até que tenham alcançado o objetivo, isto é, expiado o passado, ou cumprido a missão aceita por eles.

Graças ao Espiritismo, compreendeis agora a justiça das provas que não resultam de atos da vida presente, porque já vos foi dito que elas são a quitação de dívidas do passado. Por que não ocorreria o mesmo com relação às provas coletivas?

Dissestes que as infelicidades gerais atingem tanto o inocente como o culpado; mas sabeis que o inocente de hoje pode ter sido o culpado de ontem? Quer ele tenha sido atingido individual ou coletivamente, é que o mereceu. E depois, como já dissemos, há as faltas do indivíduo e as do cidadão; a expiação de uma falta não livra da expiação da outra, porque é necessário que toda a dívida seja paga até o último centavo.

As virtudes da vida privada diferem das da vida pública. Um, que é excelente cidadão, pode ser péssimo pai de família; outro, que é bom pai de família, probo e honesto em seus negócios, pode ser um mau cidadão, ter soprado o fogo da discórdia, oprimido o fraco, manchado as mãos em crimes de lesa-sociedade.

São essas as faltas coletivas que são expiadas coletivamente pelos indivíduos que para elas concorreram, os quais se reencontram para sofrerem juntos a pena de talião, ou ter a ocasião de repararem o mal que praticaram, provando o seu devotamento à causa pública, socorrendo e assistindo aqueles que outrora maltrataram. Assim, o que é incompreensível e inconciliável com a justiça de Deus, sem o conceito da preexistência da alma, se torna claro e lógico pelo conhecimento dessa lei.

A solidariedade, que é o verdadeiro laço social, não está, pois, apenas para o presente; ela se estende ao passado e ao futuro, uma vez que as mesmas individualidades se reuniram, reúnem e reunirão, para subirem juntas a escala do progresso, auxiliando-se mutuamente. Eis aí o que o Espiritismo faz compreensível, por meio da eqüitativa lei da reencarnação e da continuidade das relações entre os mesmos seres.

AS EXPIAÇÕES COLETIVAS

As Expiações Coletivas

Pergunta – O Espiritismo nos explica perfeitamente a causa dos sofrimentos individuais, como conseqüência imediata das faltas cometidas na existência precedente, ou como expiação do passado; mas, uma vez que cada só é responsável pelas suas próprias faltas, não se explicam satisfatoriamente as infelicidades coletivas que atingem as aglomerações de indivíduos, por vezes, toda uma família, toda uma cidade, toda uma nação ou toda uma raça, e que atingem tanto os bons quanto os maus, os inocentes ou os culpados.

Resposta – Todas as leis que regem o Universo, quer sejam físicas ou morais, materiais ou intelectuais, foram descobertas, estudadas, compreendidas, procedendo do estudo da individualidade, e do da família para o de todo o conjunto, generalizando-as gradualmente, e constatando-lhe a universalidade dos resultados.

Ocorre o mesmo hoje com relação às leis que o estudo do Espiritismo dá a conhecer. Podem aplicar-se, sem medo de errar, as leis que regem o indivíduo à família, à nação, às raças, ao conjunto dos habitantes dos mundos, os quais formam individualidades coletivas. As faltas dos indivíduos, as da família, as da nação, cada uma, qualquer que seja o seu caráter, se expiam em virtude da mesma lei. O carrasco expia relativamente à sua vítima, quer indo encontrar-se em sua presença no espaço, quer vivendo em contato com ela numa ou em várias existências sucessivas, até à reparação de todo o mal cometido. Ocorre o mesmo quando se trata de crimes cometidos solidariamente, por um certo número de pessoas. As expiações também são solidárias, o que não aniquila a expiação simultânea das faltas individuais.

Em todo homem há três caracteres: o do indivíduo, do ser em si mesmo; o de membro de família, e, finalmente, o de cidadão. Sob cada uma dessas três faces ele pode ser criminoso e virtuoso, quer dizer, pode ser virtuoso como pai de família, e ao mesmo tempo ser criminoso como cidadão, e reciprocamente; daí as situações especiais que lhe são dadas em suas existências sucessivas.

Salvo alguma exceção, pode-se admitir como regra geral que todos aqueles que, reunidos numa existência, têm uma tarefa comum, já viveram juntos para trabalhar com o mesmo objetivo, e se acharão reunidos ainda no futuro, até que tenham alcançado o objetivo, isto é, expiado o passado, ou cumprido a missão aceita por eles.

Graças ao Espiritismo, compreendeis agora a justiça das provas que não resultam de atos da vida presente, porque já vos foi dito que elas são a quitação de dívidas do passado. Por que não ocorreria o mesmo com relação às provas coletivas?

Dissestes que as infelicidades gerais atingem tanto o inocente como o culpado; mas sabeis que o inocente de hoje pode ter sido o culpado de ontem? Quer ele tenha sido atingido individual ou coletivamente, é que o mereceu. E depois, como já dissemos, há as faltas do indivíduo e as do cidadão; a expiação de uma falta não livra da expiação da outra, porque é necessário que toda a dívida seja paga até o último centavo.

As virtudes da vida privada diferem das da vida pública. Um, que é excelente cidadão, pode ser péssimo pai de família; outro, que é bom pai de família, probo e honesto em seus negócios, pode ser um mau cidadão, ter soprado o fogo da discórdia, oprimido o fraco, manchado as mãos em crimes de lesa-sociedade.

São essas as faltas coletivas que são expiadas coletivamente pelos indivíduos que para elas concorreram, os quais se reencontram para sofrerem juntos a pena de talião, ou ter a ocasião de repararem o mal que praticaram, provando o seu devotamento à causa pública, socorrendo e assistindo aqueles que outrora maltrataram. Assim, o que é incompreensível e inconciliável com a justiça de Deus, sem o conceito da preexistência da alma, se torna claro e lógico pelo conhecimento dessa lei.

A solidariedade, que é o verdadeiro laço social, não está, pois, apenas para o presente; ela se estende ao passado e ao futuro, uma vez que as mesmas individualidades se reuniram, reúnem e reunirão, para subirem juntas a escala do progresso, auxiliando-se mutuamente. Eis aí o que o Espiritismo faz compreensível, por meio da eqüitativa lei da reencarnação e da continuidade das relações entre os mesmos seres.

Clélie Duplantier


Fonte: Livro “Obras Póstumas” – Allan Kardec

JESUS MORREU?

"Abandonai irmãos a visão triste da morte, olhem a felicidade de um ciclo finalizado e a retomada de uma nova etapa."
Jesus morreu?
Haverá um tempo em que a morte de Cristo não será representada por um dia.
Longe ainda se encontra esse momento, mas um dia assim será.
Ninguém se lembrará da morte de Jesus, pois todos estarão convictos que ele vive e resplandece de luz.
A vida é que deve ser contemplada, a morte apenas é um instante em que a matéria é atingida, tão somente isso deve ser observado com a morte.
Para o espírito é a liberdade, é o desprendimento, é a leveza que retorna e que se utiliza para atingir os planos superiores.
Abandonai irmãos a visão triste da morte, olhem a felicidade de um ciclo finalizado e a retomada de uma nova etapa.
Jesus se foi no período que se aproxima, mas vive em espírito e ainda com mais amplitude no coração de todos aqueles que em seus ensinamentos pautam as suas existências, atitudes e pensamentos.
Que o Cristo vivo esteja no pensamento de todos.
Mensagem recebida pelo Grupo de Estudos de Psicografia da Sociedade Espírita Francisco de Assis

quinta-feira, 2 de abril de 2015

MENSAGEM ESPÍRITA SOBRE A PÁSCOA

O espiritismo é uma das maiores religiões do Brasil, sua forte ligação com a tradição cristã e a crença da vida após a morte nos dá esperança e explicações para fenomemos que pouco conhecemos.
Seja você espírita ou cristão, a mensagem de páscoa espírita é uma ode a fé e ao amor ao próximo, viva representação do significado da palavra páscoa.
A mensagem o espírita e a páscoa tem por objetivo explicar como os espíritas veem a páscoa e a semana santa, sua simbologia, um ponto de vista muito interessante para quem é espirita ou é afim com as práticas e conhecimentos perpetuados por Allan Kardec.

O Espírita e a Páscoa - Mensagem espírita sobre a páscoa

Jesus, quando esteve na terra, trouxe uma mensagem totalmente inovadora, baseada no perdão, no amor e na caridade.
Para aquele povo ainda tão materialista e primitivo foi difícil aceitar um novo Messias manso e pacífico, quando esperava um líder guerreiro e libertador da escravidão.
Os governantes da época temeram ser ele um revolucionário que ameaçaria o poder por eles constituído.
Por esses motivos, Jesus foi condenado à morte, crucificado, maneira pela qual os criminosos eram executados. Como um ser de elevada evolução reapareceu em espírito - não em corpo material - aos apóstolos e a várias pessoas.
Assim ele comprovou a existência do espírito, bem como a sobrevivência após a morte física e incentivou a continuidade da divulgação de sua mensagem, missão essa desempenhada pelos apóstolos e seus seguidores.
A ciência já comprovou a impossibilidade da ressurreição, ou seja, voltar a viver no mesmo corpo físico após a morte deste, pois poucos minutos após a morte os danos causados ao cérebro são irreversíveis, já se iniciando o processo de decomposição da matéria.
Jesus, portanto, só se mostrou com o seu corpoperispirítico, o que explica o fato de só ter sido visto pelos que ele quis que o vissem. Se ele ressuscitasse em seu corpo carnal estaria contrariando as leis naturais, criadas por Deus.
Sabemos que para Deus nada é impossível, portanto poderia Ele executar milagres.
Mas iria Ele derrogar as leis que Dele próprio emanaram?
Seria para atestar seus poderes?
O poder de Deus se manifesta de maneira muito mais imponente pelo grandioso conjunto de obras da criação e pela sábia previdência que essa criação revela, desde as partes mais gigantescas às mínimas, como a harmonia das leis que regem o universo.
Através do Espiritismo compreendemos que não existem milagres, nem fatos sobrenaturais.
A Doutrina codificada por Allan Kardec não possui dogmas, rituais, não institui abstinências alimentares, nem possui comemorações vinculadas a datas comerciais e cívicas. Por isso os espíritas não comemoram a morte nem o reaparecimento de Jesus.
O Espiritismo nos ajuda a entender os acontecimentos da passagem de Jesus no plano terra e esclarece que a Páscoa é uma festividade do calendário adotada em nossa sociedade por algumas religiões.
Para os espíritas a Páscoa, como qualquer outro período do ano, deve ser um momento de reflexão, estudos e reafirmação do compromisso com os ensinamentos do mestre, a fim de que cada um realize dentro de si, e no meio em que vive, o reino de paz e amor que ele exemplificou.
O maior milagre que Jesus operou, o que verdadeiramente atesta a sua superioridade, foi a revolução que os seus ensinamentos produziram no mundo, apesar da exigüidade dos seus meios de ação.