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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

NÃO SEI;MAS SEI.....



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BRILHE VOSSA LUZ !

Meu amigo, no vasto caminho da Terra, cada criatura procura o alimento espiritual que lhe corresponde à posição evolutiva.
A abelha suga a flor, o abutre reclama despojos, o homem busca emoções. Mas ainda mesmo no terreno das emoções, cada espírito exige tipos especiais.
Há sofredores inveterados que outra coisa não demandam além do sofrimento, pessimistas que se enclausuram em nuvens negras, atendendo a propósito deliberado, durante séculos. Suprem a mente de torturas contínuas e não pretendem construir senão a piedade alheia, sob a qual se comprazem. Temos os ironistas e caçadores de gargalhadas que apenas solicitam motivos para o sarcasmo de que se alimentam.
Observamos os discutidores que devoram páginas respeitáveis, com o único objetivo de recolher contradições para sustentarem polêmicas infindáveis.
Reparamos os temperamentos enfermiços que sorvem tóxicos intelectuais, através de livros menos dignos, com a incompreensível alegria de quem traga envenenado licor.
Nos variados climas do mundo, há quem se nutra de tristeza, de insula- mento, de prazer barato, de revolta, de conflitos, de cálculos, de aflições, de mentiras...
O discípulo de Jesus, porém - aquele homem que já se entediou das sub-stâncias deterioradas da experiência transitória -, pede a luz da sabedoria, a fim de aprender a semear o amor em companhia do Mestre...
Para os companheiros que esperam a vida renovada em Cristo, famintos de claridade eterna, foram escritas as páginas deste livro despretensioso.
Dentro dele, não há palavras de revelação sibilina.
Traduz, simplesmente, um esforço para que nos integremos no Evangelho, celeiro divino do nosso pão de imortalidade.
Não é exortação, nem profecia.
É apenas convite.
Convite ao trabalho santificante, planificado no Código do Amor Divino.
Se a candeia ilumina, queimando o próprio óleo, se a lâmpada resplende, consumindo a energia que a usina lhe fornece, ofereçamos a instrumentalidade de nossa vida aos imperativos da perfeição, para que o ensinamento do Senhor se revele, por nosso intermédio, aclarando a senda de nossos semelhantes.
O Evangelho é o Sol da Imortalidade que o Espiritismo reflete, com sabedoria, para a atualidade do mundo.
Brilhe vossa luz! - proclamou o Mestre.
Procuremos brilhar! - repetimos nós.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

A LENDA DA ROSA ENCANTADA

    Lenda da Rosa Encantada

    Toda a riqueza e o conforto de que dispunha não faziam daquela jovem princesa umapessoa plenamente feliz. Faltava-lhe algo!
    Havia um imenso e angustiante vazio em sua vida.
    Aflita, a herdeira do trono mandou chamar um ancião, conhecido por sua sapiência. Confessou-lhe a sua inquietação e rogou-lhe ajuda.
    O velho sábio, afagando os cabelos da jovem, sorriu e lhe falou:
    - Está bem, alteza, daqui a três luas nascerá no jardim, ao amanhecer, a mais bela flor que os seus verdes olhos já viram...
    Será uma rosa encantada que trará em si a beleza, o perfume e o encantamento que lhe darão a alegria de que sentis tanta falta.
    A jovem sorriu, agradecida.
    Mas o velho advertiu: tende cuidado! A flor é sua e cabe-lhe o dever de cuidar dela... Caso contrário, perder-se-á a flor... Perder-se-á o encanto!
    A jovem aguardava, ansiosa, o momento de conhecer a flor encantada...
    Todos os dias ela ia até o jardim, para ver se já não teria nascido a sua rosa... Entretanto, encontrava apenas as flores comuns.
    Mas, na data prevista, aos primeiros raios do amanhecer, fez-se um burburinho no jardim, bem sob a janela da jovem princesa.
    Ela, irritada, levantou-se e foi à sacada para pedir silêncio. Mas, ao abrir a janela, viu, em meio à grama, o motivo do falatório: uma flor como jamais houvera antes naquelas paisagens!
    Era realmente uma flor sem igual! Não se assemelhava às outras, em nada: nem no tamanho, nem na cor, nem no aveludado de suas pétalas, nem em seu perfume...
    A jovem vestiu-se às pressas e desceu as escadarias a passos rápidos.
    Atirou-se de joelhos na grama, maravilhada com a beleza da flor... Beijou-lhe as pétalas suavemente, inalou seu perfume inefável.
    Ordenou ao jardineiro que lhe desse tratamento especial: o melhor adubo, a água mais fresca.
    Quase todo o reino foi chamado a conhecer a flor encantada, desde os súditos até sua majestade, o grande rei. Todos queriam ver a rosa de que se falavam tão grandes coisas.
    Por isso, a jovem mandou chamar a guarda, para que houvesse sempre um soldado ao lado da flor, evitando que alguém a maltratasse ou roubasse.
    Mesmo assim, muitos curiosos se amontoavam em torno da flor, observando-a, inalando o seu perfume, apreciando a sua beleza.
    Um dia, aborrecida com tantos visitantes, a princesa dispensou o soldado e aguardou o anoitecer.
    Quando a noite estendeu seu manto negro por sobre o castelo, ela voltou ao jardim e arrancou dali a sua rosa encantada.
    Levou-a para seu quarto, e plantou-a num vaso de ouro cravado de gemas de valor, trabalhado pelo mais competente ourives de todo o reino.
    – Enfim – pensou a princesa, sorrindo – agora a rosa é só minha! E passou toda a madrugada acarinhando a flor.
    Não recebia criados, amigos, nem mesmo seus pais...
    Estava feliz! Finalmente, a rosa era sua!
    Todavia, logo ao cair da tarde daquele dia a flor começou a apresentar mudanças... Seu perfume alterou-se. Sua cor escureceu. Suas pétalas enrugaram.
    Todas as tentativas para reavivá-la foram em vão. Na manhã seguinte, a rosa estava morta!
    Infeliz, a jovem princesa chorou, tardiamente arrependida.
    Diante da flor amada, fonte de alegrias de nossas vidas, o ciúme é sempre mau companheiro.
    Encantamo-nos com sua beleza, com seu perfume, com seu sorriso, com seu olhar, mas tentamos policiar-lhe os gestos, os pensamentos, as atenções.
    A beleza das nuvens, o encanto das borboletas, a perfeição da águia, a graça das estrelas, a formosura das ondas, devem-se à sua liberdade.
    Podemos capturar o pássaro, mas não a alegria do vôo. Podemos armazenar a água, jamais as ondas!
    A borboleta, aprisionada, morre!
    Aquele que ama o sorriso não exige semblante fechado.
    Vale sempre lembrar a máxima:
    “Quem ama, liberta!”

O QUE AS ÁGUAS NÃO REFLETEM


    O Que as Águas Não Refletem

    O que as águas não refletem... na superficialidade não reside.
    "Quando estava entre nós, Ele costumava contemplar-nos, e ao nosso mundo, com um olhar de admiração, pois os véus dos anos não velavam Seus olhos, e tudo o que via era claro à luz da juventude."
    Embora conhecesse o belo em toda sua profundidade, a paz e a majestade da beleza jamais deixaram de surpreendê-Lo, e esteve diante do mundo como o 1º homem estivera diante do primeiro dia.
    Nós, com os sentidos já embotados, ficamos à plena luz do dia, mas não vemos. Aguçamos os ouvidos, mas não ouvimos; e estendemos as mãos, mas não chegamos a tocar.
    Não vemos o lavrador em seu retorno do campo ao findar o dia; nem ouvimos a flauta do pastor que conduz seu rebanho para o curral; nem estendemos os braços para tocar o pôr-do-sol, e nossas narinas não mais anseiam pela rosas...
    Não, não veneramos um rei que não tenha um reino; nem ouvimos o som de uma harpa sem que haja uma mão a dedilhar-lhe as cordas; tampouco vemos uma pequena oliveira na criança a brincar em nosso olival. E é preciso que cada palavra surja dos lábios carnais de uma boca, senão julgamo-nos mudos e surdos.
    Na verdade, fitamos, mas não vemos; atentamos, mas não ouvimos; comemos e bebemos, mas não saboreamos.
    E é aí que reside a diferença entre nós e Jesus de Nazaré.
    Todos os Seus sentidos se renovavam continuamente, e o mundo para Ele era sempre novo.
    Para Ele, o balbucio de um bebê não era menor do que o clamor de toda a humanidade, enquanto para nósnada mais é do que um balbucio.
    O que as águas não refletem é que, para Ele, a raiz de uma roseira era um anseio por se aproximar de Deus, enquanto para nós não passa de uma raiz..."
    Quanto temos a aprender com este Exemplo Maior que temos em nossas vidas...
    Jesus não é um ídolo qualquer, um depósito de nossas frustrações e incertezas, como os ídolos fúteis deste mundo.
    Não, Ele é um Guia seguro para nossos passos, um Guia que precisa descer dos crucifixos que penduramos em nossas paredes brancas na aparência, e habitar nossos atos e nossos pensamentos diários.
    Como Ele faria se estivesse em nosso lugar?
    Como Jesus falaria com esta pessoa? Como Ele trataria este alguém que nos feriu profundamente?
    Como Ele reagiria a impropérios, a acusações improcedentes?
    Estudando Sua vida em profundidade, fazendo estas perguntas e seguindo Seus exemplos, estaremos modificando nossas vidas significativamente.
    Cumprir as obrigações religiosas simplesmente, não é suficiente.
    Não fazer o bem nem o mal, não é suficiente.
    Agir é necessário...
    Revolucionar o coração é necessário...
    Erradicar costumes viciosos é urgente...
    O que as águas não refletem, na superficialidade não reside: é necessário repensar a vida, e ir fundo nas mudanças que sejam necessárias...