ALGUÉM PRECISA DE VOCÊ
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Você já se sentiu alguma vez como um zero à esquerda, ou seja, sem valor algum? Você pode responder que não, mas outras tantas pessoas já tiveram o seu dia de baixa auto-estima. São aqueles dias em que a gente olha ao redor e não consegue ver nada em que possamos ser úteis. No entanto, e por essas mesmas razões, há sempre alguém que precisa de você. Há pessoas caladas que precisam de alguém para conversar. Há pessoas tristes que precisam de alguém que as conforte. Há pessoas tímidas que precisam de alguém que as ajude vencer a timidez. Há pessoas sozinhas que precisam de alguém para conversar. Há pessoas com medo que precisam de alguém para lhes dar a mão. Há pessoas fortes, mas que precisam de alguém que as faça pensar na melhor maneira de usar a sua força. Há pessoas habilidosas que precisam que alguém as ajude a descobrir a melhor maneira de usar sua habilidade. Há pessoas que julgam não saber fazer nada e que precisam de alguém que as ajude a descobrir o quanto podem fazer. Há pessoas apressadas que precisam de alguém que lhes mostre tudo o que não têm tempo para ver. Há pessoas impulsivas que precisam de alguém que as ajude a não magoar os outros. Há pessoas que se sentem perdidas e precisam de alguém que lhes mostre o caminho. Há pessoas que se julgam sem importância alguma e precisam de alguém que as ajude a descobrir como são valiosas. E você, que muitas vezes pensa não ter nenhuma utilidade, pode ser justamente a pessoa que alguém está precisando agora... É claro que você não precisa, nem pode ser a solução para todos os problemas, mas faça o melhor ao seu alcance. Se não puder ser uma árvore frondosa no topo da colina, seja um arbusto no vale - mas seja o melhor arbusto do vale. Se não puder ser um arbusto, seja um ramo - mas seja o ramo mais exuberante a enfeitar a paisagem. E se não puder ser um ramo, seja um pequeno tapete de relva para dar alegria a algum caminhante... Se deseja ser um lindo ramalhete de flores perfumadas, e não consegue, seja uma singela flor silvestre - mas seja a mais bela. E nesse esforço de ser útil a alguém que precisa de você, irá cada vez se tornando mais forte e mais confiante. E todos as alegrias que espalhar pelo caminho serão as mesmas alegrias que encontrará na própria estrada. Por mais difícil que esteja a situação, nunca deixe de lembrar que alguém precisa de você. E o mais importante: você pode ajudar alguém. *** A Terra é uma grande escola, onde o Criador nos matriculou para que aprendamos a ser feliz. A grande maioria das pessoas que habita este planeta não é completamente feliz. Somos todos caminheiros da estrada chamada evolução, e, num momento ou noutro pode ser que precisemos de alguém. Assim sendo, como sempre estamos rodeados de pessoas, é importante que você fique alerta, pois ao seu lado pode estar alguém que precise de você, neste exato momento. |
Tradutor
sábado, 2 de abril de 2016
ALGUÉM PRECISA DE VOCÊ
ALQUIMIA INTERIOR
ALQUIMIA INTERIOR
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Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua
a ser milho para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: VAI MORRER.Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!!!E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva.
Não vão dar alegria para ninguém. |
O LONGO TRABALHO DE DEUS
HISTÓRIA DA ÍNDIA ANTIGA
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O Longo Trabalho de Deus
Deve existir pelo menos quinhentos milhões de budistas vivendo hoje em dia espalhados pelo mundo, mas a situação era bem diferente quando o próprio Buda estava pregando!
Buda era príncipe de nascimento, mas desgostoso com as condições ignorantes com as quais o homem se havia resignado - as condições de tristeza e de sofrimento - deixara seu palácio em busca da luz.
Depois de longa e árdua penitência, descobriu que o desejo estava na raiz de toda a miséria humana e que, se o homem pudesse ficar completamente livre do desejo, conseguiria a paz e a bem-aventurança. Porém, ele sabia que não era possível a todos ficar totalmente livres de desejos. Contudo, persistiu em dizer a verdade aos homens, pois pensava que haveria algum benefício se eles aprendessem alguma coisa. O homem poderia ser feliz, até certo ponto, se ganhasse controle sobre suas avidez e outras paixões. Assim, Buda, com um punhado de discípulos, errou pelo país, espalhando sua mensagem entre o povo. no início de sua missão, poucas pessoas o ouviam. Não apenas isso, havia ocasiões em que era expulso das portas e lhe recusavam até mesmo abrigo por um pouco.
Certa vez, em dia de verão, quando o sol abrasador queimava no céu, Buda sentou-se e, reclinando-se sob uma árvore à beira da estrada, suava profusamente e parecia cansado.
Um de seus jovens acompanhantes, que sabia de que maneira luxuosa Buda havia passado sua infância, pensou consigo mesmo: "Nesta hora ele poderia estar confortavelmente descansando em seu palácio num divã de marfim, com donzelas encantadoras abanando-o ou aspergindo água fria e perfumada sobre ele, com músicos tocando doce acalanto do lado de fora de seu dormitório. Mas que pena! Que vida dura ele escolheu!". A medida que o jovem pensava mais sobre isso, lágrimas escorriam pelo seu rosto.
Isso não escapou à atenção de Buda que perguntou:
"O que o faz tão triste?"
"Meu Senhor!" explicou o jovem "que outros não saibam, mas eu sei que o Senhor é Divino. Se quisesse, poderia dar iluminação e bem-aventurança a todas as pessoas instantaneamente. Em vez disso, por que se dá ao trabalho de viajar e falar a pessoas sem caridade?"
Buda ficou quieto, mas sorriu, e isso foi o bastante para encher de paz o coração do discípulo.
Dias depois, durante um semelhante meio-dia tórrido, quando descansava sob uma árvore nas proximidade de uma aldeia, Buda chamou o mesmo jovem para seu lado e disse:
"Meu filho, vá à aldeia próxima; procure todos os chefes de família e pergunte-lhes o que mais desejam, o que os faria felizes e satisfeitos!"
Imediatamente o jovem partiu para a aldeia vizinha, como lhe fora ordenado, enquanto o Mestre aguardava no local. Já era quase noite quando o jovem retornou.
"Quantas pessoas você encontrou? Que responderam às suas perguntas?" indagou Buda.
"Meu Mestre! Visitei uma centena de casas e encontrei os chefes de famílias. Cinqüenta deles disseram que ficariam felizes se pudessem ganhar mais. Dez responderam que seriam felizes se seus filhos fossem venturosamente casados e estivessem estabelecidos na vida. Dez desejavam melhores casas para morar e outro dez disseram que seriam felizes se fossem curados de suas doenças. Dos restantes vinte, metade desejava ser famosa e o mais apaixonado desejo da outra metade era sair vitoriosa nos litígios em que estava envolvida", declarou o discípulo.
"Quantas pessoas queriam liberação de desejos? Quantos disseram que seriam felizes se conseguissem iluminação?" perguntou Buda.
"Meu Senhor! Nem mesmo um!" gaguejou o discípulo.
Buda sorriu e disse:
"Veja meu filho, como posso eu dar a alguém aquilo que ele não sente a menor necessidade?"
O discípulo ficou silencioso. E, em silêncio, compreendeu o significado do longo trabalho de Deus entre os homens através dos séculos.
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sexta-feira, 1 de abril de 2016
PERDA DE PESSOAS AMADAS E MORTES PREMATURAS
SANSÃO
Antigo membro da Sociedade Espírita de Paris, 1863
Antigo membro da Sociedade Espírita de Paris, 1863
21 – Quando a morte vem ceifar em vossas famílias, levando sem consideração os jovens em lugar dos velhos, dizeis freqüentemente: “Deus não é justo, pois sacrifica o que está forte e com o futuro pela frente, para conservar os que já viveram longos anos, carregados de decepções: leva os que são úteis e deixa os que não servem para nada mais; fere um coração de mãe, privando-o da inocente criatura que era toda a sua alegria”.
Criaturas humanas, são nisto que tendes necessidades de vos elevar, para compreender que o bem está muitas vezes onde pensais ver a cega fatalidade. Por que medir a justiça divina pela medida da vossa? Podeis pensar que o Senhor dos Mundos queira, por um simples capricho, infligir-vos penas cruéis? Nada se faz sem uma finalidade inteligente, e tudo o que acontece tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos atingem, sempre encontraria nela a razão divina, razão regeneradora, e vossos miseráveis interesses representariam umas considerações secundárias, que relegaríeis ao último plano.
Acreditai no que vos digo: a morte é preferível, mesmo numa encarnação de vinte anos, a esses desregramentos vergonhosos que desolam as famílias respeitáveis, ferem um coração de mãe, e fazem branquear antes do tempo os cabelos dos pais. A morte prematura é quase sempre um grande benefício, que Deus concede ao que se vai, sendo assim preservado das misérias da vida, ou das seduções que poderiam arrastá-lo à perdição. Aquele que morre na flor da idade não é uma vítima da fatalidade, pois Deus julga que não lhe será útil permanecer maior tempo na Terra.
É uma terrível desgraça, dizeis, que uma vida tão cheia de esperanças seja cortada tão cedo! Mas de que esperanças querem falar? Das esperanças da Terra onde aquele que se foi poderia brilhar, fazer sua carreira e sua fortuna? Sempre essa visão estreita, que não consegue elevar-se acima da matéria! Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida tão cheia de esperanças, segundo entendeis? Quem vos diz que ela não poderia estar carregada de amarguras? Considerais como nada as esperanças da vida futura, preferindo as da vida efêmera que arrastais pela Terra? Pensais, então, que mais vale um lugar entre os homens que entre os Espíritos bem-aventurados?
Regozijai-vos em vez de chorar, quando apraz a Deus retirar um de seus filhos deste vale de misérias. Não é egoísmo desejar que ele fique, para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe entre os que não tem fé, e que vêem na morte a separação eterna. Mas vós, espíritas, sabeis que a alma vive melhor quando livre de seu invólucro corporal. Mães, vós sabeis que vossos filhos bem-aventurados estão perto de vós; sim, eles estão bem perto: seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, vossa lembrança os inebria de contentamento; mas também as vossas dores sem razão os afligem, porque revela uma falta de fé e constituem uma revolta contra a vontade de Deus.
Vós que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações de vosso coração, chamando esses entes queridos. E se pedirdes a Deus para os abençoar, sentireis em vós mesmas a consolação poderosa que faz secarem as lágrimas, e essas aspirações sedutoras, que vos mostram o futuro prometido pelo soberano Senhor.
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A FÉ: MÃE DA ESPERANÇA E DA CARIDADE
O Evangelho Segundo o Espiritismo
A fé: mãe da esperança e da caridade
Para ser proveitosa, a fé tem de ser ativa; não deve entorpecer-se. Mãe de todas as virtudes que conduzem a Deus, cumpre-lhe velar atentamente pelo desenvolvimento dos filhos que gerou.
A esperança e a caridade são corolários da fé e formam com esta uma trindade inseparável. Não é a fé que faculta a esperança na realização das promessas do Senhor? Se não tiverdes fé, que esperareis? Não é a fé que dá o amor? Se não tendes fé, qual será o vosso reconhecimento e, portanto, o vosso amor?
Inspiração divina, a fé desperta todos os instintos nobres que encaminham o homem para o bem. É a base da regeneração. Preciso é, pois, que essa base seja forte e durável, porquanto, se a mais ligeira dúvida a abalar que será do edifício que sobre ela construirdes? Levantai, conseguintemente, esse edifício sobre alicerces inamovíveis. Seja mais forte a vossa fé do que os sofismas e as zombarias dos incrédulos, visto que a fé que não afronta o ridículo dos homens não é fé verdadeira.
A fé sincera é empolgante e contagiosa; comunica-se aos que não na tinham, ou, mesmo, não desejariam tê-la. Encontra palavras persuasivas que vão à alma, ao passo que a fé aparente usa de palavras sonoras que deixam frio e indiferente quem as escuta. Pregai pelo exemplo da vossa fé, para a incutirdes nos homens. Pregai pelo exemplo das vossas obras para lhes demonstrardes o merecimento da fé. Pregai pela vossa esperança firme, para lhes dardes a ver a confiança que fortifica e põe a criatura em condições de enfrentar todas as vicissitudes da vida.
Tende, pois, a fé, com o que ela contém de belo e de bom, com a sua pureza, com a sua racionalidade. Não admitais a fé sem comprovação, cega filha da cegueira. Amai a Deus, mas sabendo porque o amais; crede nas suas promessas, mas sabendo porque acreditais nelas; segui os nossos conselhos, mas compenetrados do um que vos apontamos e dos meios que vos trazemos para o atingirdes. Crede e esperai sem desfalecimento: os milagres são obras da fé. — José, Espírito protetor. (Bordéus, 1862.)
A esperança e a caridade são corolários da fé e formam com esta uma trindade inseparável. Não é a fé que faculta a esperança na realização das promessas do Senhor? Se não tiverdes fé, que esperareis? Não é a fé que dá o amor? Se não tendes fé, qual será o vosso reconhecimento e, portanto, o vosso amor?
Inspiração divina, a fé desperta todos os instintos nobres que encaminham o homem para o bem. É a base da regeneração. Preciso é, pois, que essa base seja forte e durável, porquanto, se a mais ligeira dúvida a abalar que será do edifício que sobre ela construirdes? Levantai, conseguintemente, esse edifício sobre alicerces inamovíveis. Seja mais forte a vossa fé do que os sofismas e as zombarias dos incrédulos, visto que a fé que não afronta o ridículo dos homens não é fé verdadeira.
A fé sincera é empolgante e contagiosa; comunica-se aos que não na tinham, ou, mesmo, não desejariam tê-la. Encontra palavras persuasivas que vão à alma, ao passo que a fé aparente usa de palavras sonoras que deixam frio e indiferente quem as escuta. Pregai pelo exemplo da vossa fé, para a incutirdes nos homens. Pregai pelo exemplo das vossas obras para lhes demonstrardes o merecimento da fé. Pregai pela vossa esperança firme, para lhes dardes a ver a confiança que fortifica e põe a criatura em condições de enfrentar todas as vicissitudes da vida.
Tende, pois, a fé, com o que ela contém de belo e de bom, com a sua pureza, com a sua racionalidade. Não admitais a fé sem comprovação, cega filha da cegueira. Amai a Deus, mas sabendo porque o amais; crede nas suas promessas, mas sabendo porque acreditais nelas; segui os nossos conselhos, mas compenetrados do um que vos apontamos e dos meios que vos trazemos para o atingirdes. Crede e esperai sem desfalecimento: os milagres são obras da fé. — José, Espírito protetor. (Bordéus, 1862.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIX, item 11.)
A DESGRAÇA REAL..LEIA,PENSE..
O Evangelho Segundo o Espiritismo
A desgraça real
Toda a gente fala da desgraça, toda a gente já a sentiu e julga conhecer-lhe o caráter múltiplo. Venho eu dizer-vos que quase toda a gente se engana e que a desgraça real não é, absolutamente, o que os homens, isto é, os desgraçados, o supõem. Eles a vêem na miséria, no fogão sem lume, no credor que ameaça, no berço de que o anjo sorridente desapareceu, nas lágrimas, no féretro que se acompanha de cabeça descoberta e com o coração despedaçado, na angústia da traição, na desnudação do orgulho que desejara envolver-se em púrpura e mal oculta a sua nudez sob os andrajos da vaidade. A tudo isso e a muitas coisas mais se dá o nome de desgraça, na linguagem humana. Sim, é desgraça para os que só vêem o presente; a verdadeira desgraça, porém, está nas conseqüências de um fato, mais do que no próprio fato. Dizei-me se um acontecimento, considerado ditoso na ocasião, mas que acarreta conseqüências funestas, não é, realmente, mais desgraçado do que outro que a princípio causa viva contrariedade e acaba produzindo o bem. Dizei-me se a tempestade que vos arranca as arvores, mas que saneia o ar, dissipando os miasmas insalubres que causariam a morte, não é antes uma felicidade do que uma infelicidade.
Para julgarmos de qualquer coisa, precisamos ver-lhe as conseqüências. Assim, para bem apreciarmos o que, em realidade, é ditoso ou inditoso para o homem, precisamos transportar-nos para além desta vida, porque é lá que as conseqüências se fazem sentir. Ora, tudo o que se chama infelicidade, segundo as acanhadas vistas humanas, cessa com a vida corporal e encontra a sua compensação na vida futura.
Vou revelar-vos a infelicidade sob uma nova forma, sob a forma bela e florida que acolheis e desejais com todas as veras de vossas almas iludidas. A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade, que fazem calar a consciência, que comprimem a ação do pensamento, que atordoam o homem com relação ao seu futuro. A infelicidade é o ópio do esquecimento que ardentemente procurais conseguir.
Esperai, vós que chorais! Tremei, vós que rides, pois que o vosso corpo está satisfeito! A Deus não se engana; não se foge ao destino; e as provações, credoras mais impiedosas do que a matilha que a miséria desencadeia, vos espreitam o repouso ilusório para vos imergir de súbito na agonia da verdadeira infelicidade, daquela que surpreende a alma amolentada pela indiferença e pelo egoísmo.
Que, pois, o Espiritismo vos esclareça e recoloque, para vós, sob verdadeiros prismas, a verdade e o erro, tão singularmente deformados pela vossa cegueira! Agireis então como bravos soldados que, longe de fugirem ao perigo, preferem as lutas dos combates arriscados à paz que lhes não pode dar glória, nem promoção! Que importa ao soldado perder na refrega armas, bagagens e uniforme, desde que saia vencedor e com glória? Que importa ao que tem fé no futuro deixar no campo de batalha da vida a riqueza e o manto de carne, contanto que sua alma entre gloriosa no reino celeste? — Delfina de Girardin. (Paris, 1861.)
Para julgarmos de qualquer coisa, precisamos ver-lhe as conseqüências. Assim, para bem apreciarmos o que, em realidade, é ditoso ou inditoso para o homem, precisamos transportar-nos para além desta vida, porque é lá que as conseqüências se fazem sentir. Ora, tudo o que se chama infelicidade, segundo as acanhadas vistas humanas, cessa com a vida corporal e encontra a sua compensação na vida futura.
Vou revelar-vos a infelicidade sob uma nova forma, sob a forma bela e florida que acolheis e desejais com todas as veras de vossas almas iludidas. A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade, que fazem calar a consciência, que comprimem a ação do pensamento, que atordoam o homem com relação ao seu futuro. A infelicidade é o ópio do esquecimento que ardentemente procurais conseguir.
Esperai, vós que chorais! Tremei, vós que rides, pois que o vosso corpo está satisfeito! A Deus não se engana; não se foge ao destino; e as provações, credoras mais impiedosas do que a matilha que a miséria desencadeia, vos espreitam o repouso ilusório para vos imergir de súbito na agonia da verdadeira infelicidade, daquela que surpreende a alma amolentada pela indiferença e pelo egoísmo.
Que, pois, o Espiritismo vos esclareça e recoloque, para vós, sob verdadeiros prismas, a verdade e o erro, tão singularmente deformados pela vossa cegueira! Agireis então como bravos soldados que, longe de fugirem ao perigo, preferem as lutas dos combates arriscados à paz que lhes não pode dar glória, nem promoção! Que importa ao soldado perder na refrega armas, bagagens e uniforme, desde que saia vencedor e com glória? Que importa ao que tem fé no futuro deixar no campo de batalha da vida a riqueza e o manto de carne, contanto que sua alma entre gloriosa no reino celeste? — Delfina de Girardin. (Paris, 1861.)
(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, item 24.)
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