Tradutor

sábado, 27 de dezembro de 2014

PRECE PARA TODOS.


            30 – Prefácio – Quando sofremos uma aflição, se procurarmos a sua causa, encontraremos sempre a nossa própria imprudência, a nossa imprevidência, ou alguma ação anterior. Nesses casos, como se vê, temos de atribuí-la a nós mesmos. Se a causa de uma infelicidade não depende absolutamente de nenhuma das nossas ações, trata-se de uma prova para a existência atual, ou de uma expiação de falta cometida em existência anterior, e, neste caso, pela natureza da expiação podemos conhecer a natureza da falta, desde que somos sempre punidos naquilo em que pecamos. (Cap. V, nºs 4, 6 e segs.)
            Naquilo que nos aflige, vemos em geral apenas o mal presente, e não as conseqüências ulteriores e favoráveis que ele pode ter. O bem é freqüentemente a conseqüência de um mal passageiro, como a cura de um doente resulta dos meios dolorosos que se empregam para obtê-la. Em todos os casos, devemos submeter-nos à vontade de Deus, suportar corajosamente as atribuições da vida, se quisermos que elas nos sejam contadas, e que se apliquem a nós estas palavras do Cristo: Bem-aventurados os que sofrem. (Cap. V, nº 18)
            31 – Prece –  Meu Deus, soberana é a vossa justiça: todo sofrimento neste mundo, portanto, deve ter uma causa justa e a sua utilidade. Aceito a aflição que estou provando (ou que acabo de provar)como uma expiação para as minhas faltas passadas e uma prova com vistas ao futuro. Bons Espíritos que me protegem, dai-me a força de a suportar sem murmurar (ou de a lembrar sem queixa); fazei que eu a encare como uma advertência providencial; que ela enriqueça a minha experiência; que abata o meu orgulho e diminua a minha ambição, a minha tola vaidade e o meu egoísmo; que contribua, enfim, para o meu adiantamento.
            32 – Prece – Sinto, meu Deus, a necessidade de orar para vos pedir as forças necessárias a suportar as provas que me enviastes. Permiti que a luz se faça em meu espírito, com a devida intensidade, para que eu possa apreciar toda a extensão de um amor que me aflige porque me quer salvar! Submeto-me com resignação, ó meu Deus, mas  ai de mim! É tão frágil a criatura humana que, senão me sustentardes, poderei sucumbir! Não me abandoneis, Senhor, pois sem o vosso amparo eu nada posso!
            33 – Prece – Elevei o meu olhar para ti, ó Eterno, e me senti fortalecido. Porque é a minha força, e te peço, meu Deus, que não me abandones! Estou esmagado ao peso das minhas iniqüidades! Ajuda-me, pois conheces a fraqueza de minha carne! Não afastes de mim o teu olhar! Estou devorado por uma sede ardente. Faze brotar a fonte de água viva,que me dessedentará! Que meus lábios só se abram para te louvar, e não para reclamar das aflições da vida. Sou fraco, Senhor, mas o teu amor me sustentará. Ó Eterno, só tu és grande, só tu és a razão e o fim da minha vida! Seja bendito o teu nome, quando me deres, pois tu és o Senhor e eu o servo infiel. Curvarei a fronte sem uma queixa, porque só tu és grande, só tu és o alvo!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

NÃO FECHE AS CORTINAS DA JANELA DA ALMA A FIM DE LEVARMOS UMA VIDA DE SONHO!

DESAPEGO DEFENSIVO E DESAPEGO SAUDÁVEL

Não adianta “fecharmos as cortinas da janela da alma” a fim de levarmos uma vida de sonhos – repleta de pensamentos e vazia de experiências – atenuando ou impedindo os estímulos externos. Isso é um “desapego defensivo”, ou resignação neurótica, e não uma virtude genuína.
Denominamos “desapego defensivo” o mecanismo de fuga da realidade, utilizado, de forma inconsciente ou não, por pessoas que possuem um constrangimento auto-imposto proveniente do medo de amar, ou mesmo de se perder na sede de amor por objetos, pessoas ou idéias e de serem absorvidas por enorme necessidade de dependência e submissão fora do próprio controle.
Declara-se desinteressado e frio, mantendo por postura íntima o seguinte pensamento: “Eu não me importo”, quer dizer, “Não abro as portas do meu sentimento”. Assim, ele não se sentirá frustrado ou ameaçado pelos conflitos, porquanto supõe ter atingido um “real desapego”, quando, na verdade, apenas utiliza uma desistência da expressão, do anseio, da vontade, da satisfação e da realização pessoal, ou seja, restringe e mutila a vida ativa.
Por outro lado, o “desapego saudável” é uma vivência que leva ao crescimento íntimo e a uma expansão da consciência, enquanto a experiência defensiva conduz a um bloqueio das sensações, fazendo com que as pessoas vivam numa aparente fuga social, exibindo atos e comportamentos fictícios, envolvidas que estão por uma atmosfera de falsa renúncia e altruísmo.
É considerada pelos Espíritos Superiores como “duplo egoísmo” a atitude de certos “homens que vivem na reclusão absoluta para fugir ao contato do mundo”.
Não podemos esconder atrás de valores sagrados para camuflar conflitos de caráter afetivo, sexual, profissional, cultural, religioso – isso é escapismo. Enfim, uma deserção da participação social é, na verdade, um fenômeno retardatário do amadurecimento psicológico. Esse tipo de desapego, que parece ter como motivo um imenso desprendimento por bens materiais ou pessoas, comprova, acima de tudo, ser apenas um desejo de fuga ou um receio proveniente do egoísmo.
Uma atitude auto-imposta por dúvidas e desconfiança, insegurança e temor, além de nos auto-agredir, nos afasta do caminho natural e nos desvia de sonhos – repleta de pensamentos e vazia de experiências -, atenuando ou impedindo os estímulos externos. Isso é um “desapego defensivo”, ou resignação neurótica, e não uma virtude genuína.
As criaturas do mundo estão cheias de fictícios desapegos que, na realidade, reduzem a visão da verdadeira espiritualidade, dificultando as muitas maneiras de despertar as potencialidades da alma.
Diz-se que um indivíduo “apegado” é indeciso e inerte, porque perdeu a conexão consigo mesmo; não sabe mais o que quer para si, não mais navega os mares nem desbrava os continentes de seu reino interior – desviou-se de sua rota existencial.
Disse Jesus: “Em verdade, em verdade, vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas se morrer, produzirá muito fruto. Quem ama sua  vida a perde e quem odeia a sua vida neste mundo guardá-la-á para a vida eterna”.
O entendimento das palavras do Mestre pode nos libertar do sofrimento a que nos arremessou o apego.
O “amar a vida” ou “odiar a vida” a que o Cristo se refere é, exatamente, o despertar ou a conscientização de que as coisas vêm e vão na nossa existência, e que é preciso adotar a prática do desapego em relação a elas. O apego é a memória da “dor” ou do “prazer” passado, que carregamos para o futuro. Atrás de cada sofrimento existe um apego.
“Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas se morrer, produzirá muito fruto”. Eis a excelência da mensagem: tudo em nossa vida terrena é transitório, vai passar; vai mudar  ir além… Os “grãos de trigo” vão tomar uma nova feição – se transformarão num imenso trigal e, mais adiante, se converterão na prodigalidade do alimento generoso.
Apego é não-aceitação da impermanência das coisas. Na Terra nada se perpetua, somente a alma é imortal.
Fonte: extraído do livro “Os prazeres da alma”, de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado por Hammed – Editora Boa Nova.

DOIS HOMENS E UM SEGREDO

Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital.
Um deles ficava sentado em sua cama, por uma hora, todas as tardes, para conseguir drenar líquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto.
O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo tempo.
Eles conversavam muito. Falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seu envolvimento com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas férias. E, toda a tarde, quando o homem perto da janela podia sentar-se, ele passava todo o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela.
O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro.
Ele dizia que da janela dava pra ver um parque com um lago lindo. Patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuíam todas as cores do arco-íris. Grandes e velhas árvores cheias de elegância emergiam na paisagem, e uma fina linha podia ser vista do céu da cidade.
Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes, e o outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca. Uma tarde quente, o homem perto da janela descreveu que havia um desfile na rua e, embora ele não pudesse escutar a música, ele podia ver e descrever tudo.
Dias e semanas passaram-se. Em uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens, mas achou um deles morto. O homem que ficava perto da janela morreu pacificamente durante o seu sono à noite. Ela estava entristecida e chamou os atendentes do hospital para levarem o corpo embora. Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu à enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável o deixou sozinho no quarto.
Vagarosa e pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela.
Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar a través da janela; e quando conseguiu fazê-lo, deparou-se com um muro todo branco. Ele então perguntou à enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas todos os dias, se pela janela só dava pra ver um muro branco?
A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo que quisesse. Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegrá-lo um pouco mais com suas histórias.
Moral da história: há uma tremenda alegria em fazer outras pessoas felizes, independente de nossa situação atual
Dividir problemas e pesares é ter metade de uma aflição, mas compartilhar alegria é ter o dobro de felicidade. Se você quer se sentir rico, apenas conte todas as coisas que você tem e que o dinheiro não pode comprar. Hoje é um presente e é por isso que é chamado assim.
Fonte: autor desconhecido

DESAPEGO À MATÉRIA

Não adianta “fecharmos as cortinas da janela da alma” a fim de levarmos uma vida de sonhos – repleta de pensamentos e vazia de experiências – atenuando ou impedindo os estímulos externos. Isso é um “desapego defensivo”, ou resignação neurótica, e não uma virtude genuína.
Denominamos “desapego defensivo” o mecanismo de fuga da realidade, utilizado, de forma inconsciente ou não, por pessoas que possuem um constrangimento auto-imposto proveniente do medo de amar, ou mesmo de se perder na sede de amor por objetos, pessoas ou idéias e de serem absorvidas por enorme necessidade de dependência e submissão fora do próprio controle.
Declara-se desinteressado e frio, mantendo por postura íntima o seguinte pensamento: “Eu não me importo”, quer dizer, “Não abro as portas do meu sentimento”. Assim, ele não se sentirá frustrado ou ameaçado pelos conflitos, porquanto supõe ter atingido um “real desapego”, quando, na verdade, apenas utiliza uma desistência da expressão, do anseio, da vontade, da satisfação e da realização pessoal, ou seja, restringe e mutila a vida ativa.
Por outro lado, o “desapego saudável” é uma vivência que leva ao crescimento íntimo e a uma expansão da consciência, enquanto a experiência defensiva conduz a um bloqueio das sensações, fazendo com que as pessoas vivam numa aparente fuga social, exibindo atos e comportamentos fictícios, envolvidas que estão por uma atmosfera de falsa renúncia e altruísmo.
É considerada pelos Espíritos Superiores como “duplo egoísmo” a atitude de certos “homens que vivem na reclusão absoluta para fugir ao contato do mundo”.
Não podemos esconder atrás de valores sagrados para camuflar conflitos de caráter afetivo, sexual, profissional, cultural, religioso – isso é escapismo. Enfim, uma deserção da participação social é, na verdade, um fenômeno retardatário do amadurecimento psicológico. Esse tipo de desapego, que parece ter como motivo um imenso desprendimento por bens materiais ou pessoas, comprova, acima de tudo, ser apenas um desejo de fuga ou um receio proveniente do egoísmo.
Uma atitude auto-imposta por dúvidas e desconfiança, insegurança e temor, além de nos auto-agredir, nos afasta do caminho natural e nos desvia de sonhos – repleta de pensamentos e vazia de experiências -, atenuando ou impedindo os estímulos externos. Isso é um “desapego defensivo”, ou resignação neurótica, e não uma virtude genuína.
As criaturas do mundo estão cheias de fictícios desapegos que, na realidade, reduzem a visão da verdadeira espiritualidade, dificultando as muitas maneiras de despertar as potencialidades da alma.
Diz-se que um indivíduo “apegado” é indeciso e inerte, porque perdeu a conexão consigo mesmo; não sabe mais o que quer para si, não mais navega os mares nem desbrava os continentes de seu reino interior – desviou-se de sua rota existencial.
Disse Jesus: “Em verdade, em verdade, vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas se morrer, produzirá muito fruto. Quem ama sua vida a perde e quem odeia a sua vida neste mundo guardá-la-á para a vida eterna”.
O entendimento das palavras do Mestre pode nos libertar do sofrimento a que nos arremessou o apego.
O “amar a vida” ou “odiar a vida” a que o Cristo se refere é, exatamente, o despertar ou a conscientização de que as coisas vêm e vão na nossa existência, e que é preciso adotar a prática do desapego em relação a elas. O apego é a memória da “dor” ou do “prazer” passado, que carregamos para o futuro. Atrás de cada sofrimento existe um apego.
“Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas se morrer, produzirá muito fruto”. Eis a excelência da mensagem: tudo em nossa vida terrena é transitório, vai passar; vai mudar ir além… Os “grãos de trigo” vão tomar uma nova feição – se transformarão num imenso trigal e, mais adiante, se converterão na prodigalidade do alimento generoso.
Apego é não-aceitação da impermanência das coisas. Na Terra nada se perpetua, somente a alma é imortal.
Fonte: extraído do livro “Os prazeres da alma”, de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado por Hamm

Brandura e mansuetude

Os maiores desafios ainda são os interiores.
 •  Walkiria Lúcia de Araújo Cavalcant
e

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

NÃO TRANSMITIMOS A SEMELHANÇA MORAL...

Feeds:
 
Posts
 
Comentários
 207. Os pais transmitem aos filhos, quase sempre, semelhança física. Transmitem também semelhança moral?
  — Não, porque se trata de almas ou Espíritos diferentes. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito. Entre os descendentes das raças, nada mais existe do que consangüinidade.
  207 – a) De onde vêm as semelhanças morais que existem às vezes entre os pais e os filhos?
  — São Espíritos simpáticos, atraídos pela afinidade de suas inclinações.
  208. O Espírito dos pais não exerce influência sobre o do filho após o nascimento?
  — Exerce, e muito, pois, como já dissemos, os Espíritos devem concorrer para o progresso recíproco. Pois bem: o Espírito dos pais tem a missão de desenvolver o dos filhos pela educação; isso é para ele uma tarefa. Se nela falhar, será culpado.
 209. Por que pais bons e virtuosos têm filhos perversos? Ou se;a, por que as boas qualidades dos pais não atraem sempre, por simpatia, bons Espíritos como filhos?
 — Um mau Espírito pode pedir bons pais, na esperança de que seu conselhos o dirijam por uma senda melhor, e muitas vezes Deus o atende.
 210. Os pais poderão, pêlos seus pensamentos e as suas preces atrair para o corpo do filho um bom Espírito, em lugar de um Espírito inferior?
 — Não. Mas podem melhorar o Espírito da criança a que deram nascimento e que lhes foi confiada. Esse é o dever; filhos maus são uma prova para os pais.
 211. De onde vem a semelhança de caráter que existe freqüentemente entre os irmãos, sobretudo entre os gêmeos?
 — Espíritos simpáticos, que se aproximam pela similitude de seus sentimentos eque se sentem felizes de estar juntos.
 212. Nas crianças cujos corpos nascem ligados, e que têm certos órgãos comuns, há dois Espíritos, ou seja, duas almas?
 — Sim, mas a sua semelhança faz que muitas vezes não vos pareçam mais do que uma.
 213. Mas se os Espíritos se encarnam nos gêmeos por simpatia, de onde lhes vem a aversão que, às vezes, se nota entre eles?
 — Não é uma regra que os gêmeos tenham de ser Espíritos simpáticos; Espíritos maus podem querer lutar juntos no teatro da vida.
 214. Que pensar das histórias de crianças que lutam no ventre da mãe?
 — Imagem! Para figurar que o seu ódio era muito antigo, fazem-no remontar à fase anterior ao nascimento. Geralmente não percebeis bem as imagens poéticas.
 215. De onde vem o caráter distintivo que se observa em cada povo?
                Os Espíritos também formam famílias pela similitude de suas tendências, mais ou menos purificadas, segundo a sua elevação. Pois bem, um povo é uma grande família em que se reúnem Espíritos simpáticos. A tendência a se unirem que têm os membros dessas famílias é a origem da semelhança que determina o caráter distintivo de cada povo. Acreditas que Espíritos bons e humanos procurarão um povo duro e grosseiro? Não. Os Espíritos se simpatizam com as coletividades, como se simpatizam com os indivíduos. Procuram o seu meio.
 216. O homem conserva, em suas novas existências, os traços do caráter moral das existências anteriores?
 — Sim, isso pode acontecer. Mas, ao melhorar-se, ele se modifica. Sua posição social também pode não ser a mesma. Se de senhor ele se torna escravo, suas inclinações serão muito diferentes e teríeis dificuldades em reconhecê-lo. O Espírito sendo o mesmo, nas diversas encarnações, suas manifestações podem ter, de uma para outra, certas semelhanças. Estas, entretanto, serão modificadas pêlos costumes da nova posição, até que um aperfeiçoamento notável venha a mudar completamente o seu caráter, pois de orgulhoso e mau pode tornar-se humilde e humano, desde que se haja arrependido.
 217. Nas suas diferentes encarnações, o homem conserva os traços do caráter físico das existências anteriores?
 — O corpo é destruído e o novo corpo não tem nenhuma relação com o antigo. Entretanto, o Espírito se reflete no corpo. E embora seja apenas matéria, é modelado pelas qualidades do Espírito, que lhe imprimem um certo caráter, principalmente ao semblante, sendo pois com razão que se apontam os olhos como o espelho da alma, o que quer dizer que o rosto, mais particularmente, reflete a alma. Porque há pessoas excessivamente feias, que, no entanto, têm alguma coisa que agrada, quando encarnam um Espírito bom, sensato, humano, enquanto há belos semblantes que nada te despertam, ou até mesmo provocam a tua repulsa. Poderias supor que só os corpos perfeitos envolvem Espíritos mais perfeitos que eles, quando encontras, todos os dias, homens de bem sob aparências disformes? Sem uma parecença pronunciada, a semelhança dos gostos e das tendências pode dar, portanto, aquilo que se chama um ar de conhecido.
 Comentário de Kardec: O corpo que reveste a alma numa nova encarnação, não tendo nenhuma relação necessária com o anterior, pois que pode provir de origem muito diversa, seria absurdo supor-se uma sucessão de existências ligadas por uma semelhança apenas fortuita. Não obstante, as qualidades do Espírito modificam quase sempre os órgãos que servem para as suas manifestações, imprimindo no rosto, e mesmo no conjunto das maneiras, um cunho distintivo. É assim que, sob o envoltório mais humilde, pode encontrar-se a expressão da grandeza e da dignidade, enquanto, sob o hábito do grande senhor, se vêem, algumas vezes, a da baixeza e da ignomínia. Certas pessoas, saídas da mais ínfima posição, adquirem sem esforço os hábitos e as maneiras da alta sociedade, parecendo que reencontram o seu elemento, enquanto outras, malgrado seu nascimento e sua educação, estão ali sempre deslocados. Como explicar esse fato de outra maneira, senão pelo reflexo daquilo que o Espírito foi?

PARENTESCO E FILIAÇÃO

Feeds:
 
Posts
 
Comentários

  203. Os pais transmitem aos filhos uma porção de sua alma, ou nada mais fazem do que lhes dar a vida animal, a que uma nova alma vem juntar depois a vida moral?
  — Somente a vida animal, porque a alma é indivisível. Um pai estúpido pode ter filhos inteligentes, e vice-versa.
  204. Desde que tivemos muitas existências, o parentesco remonta às anteriores?    
 — Não poderia ser de outra maneira. A sucessão das existências corpóreas estabelece entre os Espíritos liames que remontam às existências anteriores; disso decorrem freqüentemente as causas de simpatia entre vós e alguns Espíritos que vos parecem estranhos.
 205. Segundo certas pessoas, a doutrina da reencarnação parece destruir os laços de família, fazendo-as remontar às existências anteriores.
 — Ela os amplia, em vez de destruí-los. Baseando-se o parentesco em afeições anteriores, os laços que unem os membros de uma mesma família são menos precários. A reencarnação amplia os deveres da fraternidade, pois no vosso vizinho ou no vosso criado pode encontrar-se um Espírito que foi do vosso sangue.
 205 – a) Ela diminui, entretanto, a importância que alguns atribuem à sua filiação, porque se pode ter tido como pai um Espírito que pertencia a uma outra raça, ou que tivesse vivido em condição bem diversa.
 — É verdade; mas essa importância se baseia no orgulho. O que a maioria honra nos antepassados são os títulos, a classe, afortuna. Este coraria de haver tido por avô um. sapateiro honesto, e se vangloriaria de descender de um nobre debochado. Mas digam ou façam o que quiserem, não impedirão que as coisas sejam como são, porque Deus não regulou as leis da Natureza pela nossa vaidade.
 206. Desde que não há filiação entre os Espíritos dos descendentes de uma mesma família, o culto dos antepassados seria uma coisa ridícula?
 — Seguramente não, porque devemos sentir-nos felizes de pertencer a uma família na qual se encarnam Espíritos elevados. Embora os Espíritos não procedam uns dos outros, não têm menos afeição pelos que estão ligados a eles por laços de família, porque os Espíritos são freqüentemente atraídos a esta ou àquela família por causa de simpatias ou ligações anteriores. Mas acreditai que os Espíritos de vossos antepassados não se sentem absolutamente honrados com o culto que lhes tributais por orgulho. Seu mérito não recai sobre vós senão na medida em que vos esforçais por seguir os seus bons exemplos. Somente assim a vossa lembrança lhes pode ser, não apenas agradável, mas até mesmo útil.

BONS PAIS CONVERSAM...PAIS BRILHANTES DIALOGAM


        Entre pais e filhos não há maior abismo que o silêncio.

        O silêncio da indiferença, do esquecimento, da mágoa...

        Silêncios que tem início na infância, talvez até antes do nascimento, quando os pais não consideram que ali, no ventre da mãe, já existe um ser.

        Embora aquele novo corpo físico ainda esteja em elaboração, ligado a ele, desde a concepção, já está o Espírito reencarnante.

        Assim, toda vida psíquica e comportamental da mãe, e também do pai, terá muita influência sobre o feto.

        A alma que regressa não está consciente, mas sente se é querida ou não, se há equilíbrio no lar ou não, se realmente terá um lar ou não...

        Desta forma, é importante conversar, desde esses primeiros momentos, com o bebê que irá nascer.

        Dizer a ele que é amado; que os pais irão preparar um lar onde reinará o carinho, a compreensão; que estão cientes da missão que estão recebendo e vão se esforçar para serem bem sucedidos.

        Os carinhos na barriga, os beijos suaves, as canções de ninar jamais serão esquecidos pelo Espírito, que cada dia se sentirá mais seguro em voltar ao palco terrestre.

        Os estímulos que podemos produzir por vezes são tão fortes, que presenciaremos vários casos em que há resposta.

        O bebê se mexe, chuta, dá cambalhotas, como se quisesse dizer alguma coisa.

        Estudos mostram que, depois de nascida, a criança reconhece sons, música e vozes ouvidos no período da gestação.

        Assim, podemos entender que no útero materno não há silêncio, há vida.

        Vida que começou na concepção, e talvez até antes, se considerarmos o planejamento reencarnatório, o encontro com os futuros pais no mundo espiritual, os planos, os sonhos...

        Não há espaço para o silêncio na família.

        O hábito do diálogo, o hábito de se envolver com a vida do outro, da empatia, começa na gestação.

        Os pais podem iniciar o processo educacional do seu filho ainda no ventre, de modo desajustado ou feliz, pelos tipos e vida íntima que escolham.

        Pelos hábitos sociais e alimentares que adotem, enfim, pelas descargas de vida ou de morte que façam incidir sobre o seu filhinho.

        Conscientes da missão grandiosa que estão recebendo do Criador, os bons pais aproveitarão o período da gestação para darem boas-vindas ao Espírito que volta.

        Sendo um amor do passado, um opositor ou mesmo um estranho naquele núcleo, merece receber os cuidados necessários para que tenha em sua nova vida, todos os recursos para crescer.

        Em sua bagagem vêm muitos planos, muitas dificuldades, mas certamente a vontade de vencer, de acertar e de amar.

        Procura amigos que o acolham, que o apóiem em seu novo tentame, e que estejam sempre presentes em sua vida.

        É isso que nos faz filhos e depois pais, que nos une em família, e que propicia que aprendamos a amar, primeiro poucos, para depois amarmos toda a Humanidade.

        No amor, não há lugar para o silêncio...
* * *
        Bons pais conversam. Pais brilhantes dialogam.

        O eminente estudioso Augusto Cury, em uma de suas mais conhecidas obras, afirma que entre conversar e dialogar há um grande vale.

        Conversar é falar sobre o mundo que nos cerca, dialogar é falar sobre o mundo que somos.

        Outro especialista na área, Gardner, explica:

        Dialogar é contar experiências, é segredar o que está oculto no coração, é penetrar além da cortina dos comportamentos, é desenvolver inteligência interpessoal.
Redação do Momento Espírita com citações do livro Pais brilhantes,
professores fascinantes, de Augusto Cury, ed. Sextante, 2003.

Em 24.03.2008.
© Copyright - Momento Espírita - 2014 - Todos

ENTENDE....NÃO ESPERE......


Não esperemos por um sorriso para sermos gentis.
Não esperemos ser amados para amar.
Não esperemos ficar sozinhos para reconhecermos o valor de um amigo.
Não esperemos o melhor emprego para começarmos a trabalhar.
Não esperemos ter muito para compartilharmos um pouco.
Não esperemos a queda para nos lembrarmos do conselho.
Não esperemos a morte para dizermos o quanto amamos alguém.
Não esperemos a chuva para valorizarmos o dia de sol.
Não esperemos ser abraçados para darmos um abraço.
Não esperemos a dor para acreditarmos na oração.
Não esperemos ter tempo para podermos servir.
Não esperemos a mágoa do outro para pedirmos perdão.
Nem esperemos a separação para nos reconciliarmos.
Não esperemos... pois não sabemos o tempo que ainda temos.
Pois ninguém precisa esperar para amar e buscar a felicidade.
A vida é uma oportunidade ímpar.
Estar neste planeta é uma imensa chance que temos de aprender, de levarmos daqui valores verdadeiros, levarmos amores maduros e duradouros, e deixarmos as memórias e vivências tristes do passado que tivemos.
Estar neste planeta é poder ajudá-lo a crescer, a deixar para as próximas gerações uma casa em ordem, reformada e melhor.
É deixar para nós mesmos, quem sabe, mais esperança.
Para isso, não podemos nos permitir acomodar, desanimar, deixar que a vida nos leve, ao invés de nós conduzirmos a vida.
Cada dia é único. Cada manhã é diferente. Cada noite tem sua beleza especial.
Por isso, despertemos para a vida realmente, deixando em cada instante a nossa contribuição, a marca de nossos corações por onde passarmos.
Ao final desta etapa – mais uma das muitas que ainda teremos – poderemos reconhecer, satisfeitos, que cumprimos nossa missão, que nosso viver não foi em branco, e que agora somos mais felizes do que éramos antes.
Por isso tudo, não esperemos.
Não esperemos ser amados para amar.
Nem a chuva para valorizarmos o sol.
Não esperemos a dor para acreditarmos na oração.
Nem o afastamento para darmos valor à presença.
Não esperemos ser chamados para nos oferecermos à tarefa.
Nem termos mais tempo para nos doarmos.
Não esperemos ouvir Eu te amo para dizermos Eu te amo.
Nem recebermos para então doarmos.
Somos seres repletos de experiências, de vivências em outras realidades, quando vestimos outros nomes e outros corpos.
Mas, em cada nova vida, a bênção do esquecimento do passado nos faz novos, nos dá o trabalho como um livro em branco, no qual contaremos nossa história, como se fosse a primeira que estivéssemos vivendo.
Trazemos na consciência e nas intuições as orientações necessárias para trilhar o novo caminho, fazendo com que os planos previamente traçados, na pátria espiritual, possam ser devidamente cumpridos.
Dessa forma, nosso tempo aqui precisa ser bem aproveitado, ser bem utilizado. Para isso não podemos esperar para agir no bem, não podemos esperar para construir nossa felicidade futura.

Redação do Momento Espírita com base em
texto de autoria ignorada.
Em 16.1.2013.
© Copyright - Momento Espírita - 2014 - Todos os direitos re