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sábado, 28 de março de 2015

O QUE NÃO DEVE INFORMAR A UM ESPÍRITO PERTURBADO...



O QUE NÃO SE DEVE INFORMAR A UM ESPÍRITO PERTURBADO
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Espíritos perturbados que se manifestam em reuniões mediúnicas não estão habituados à oração.
Na reunião mediúnica, diz o doutrinador, ou dialogador, como preferem alguns, ao Espírito que ignora sua condição de desencarnado:
— Meu irmão, tenho uma no­tícia importante a transmitir-lhe.
— Aconteceu alguma coisa ruim?
— Depende de como vai encará-la. Pode ser boa. O fato é que você morreu!
— ?!
— Entende? Você desencarnou! Bateu as botas! Foi transfe­rido para o Além! Não pertence mais ao mundo dos homens!
— Socorro! Acudam!
Esse diálogo insólito repete-se indefinidamente em grupos mediúnicos menos avisados, cujos dirigentes, por falta de estudo, encasquetam a ideia de que a finalidade da manifestação de Espíritos sofredores é revelar-lhes que já não pertencem ao mundo dos “vivos”.
Há até aqueles com vocação para o sadismo, a afirmar, pe­remptórios:
— Contemple seu corpo no cemitério! Veja que está em decomposição, devorado pelos vermes!
Pobre manifestante!
Certamente há de sentir-se vivendo terrível pesadelo, em câmara de horrores.
Reflita comigo, amigo leitor. Como você se sentiria se eu lhe afirmasse, na lata:
— Meu irmão, você morreu! Escafedeu-se! Encantou-se, como diria Guimarães Rosa.
Certamente não veria ne­nhum encantamento nessa in­formação.
Haveria isto sim, de expri­mir um misto de surpresa e pa­vor ou consideraria estar diante de um maluco.
Aqueles que acham que esse sistema funciona que os Espíritos recebem bem a informação, já se deram ao trabalho de estu­dar o animismo, a interferência do próprio médium, que, incons­cientemente, acomoda a situação, atendendo às expectativas do doutrinador?
Arnaldo Rocha, dedicado trabalhador espírita de Belo Horizonte, participou, durante vários anos, com o médium Francisco Cândido Xavier, do grupo Meimei, em Pedro Leopoldo.
Em entrevista á revista Reformador (Junho de 2011), reportando-se á sua atividade como dou­trinador, informa, textualmente, a orientação que recebeu de Emmanuel, transmitida pelo médium:
… Nunca discutir com a entidade comunicante e nem falar que ela já “morreu”.
Numa mensagem contida no livro Instruções Psicofônicas, assim denominado porque reúne mensagens transmitidas oralmente por Chico, no grupo Meimei, reitera André Luiz:
Não fale da morte ao Espírito que a desconhece, clareando-lhe a estrada com paciência para que ele descubra a realidade por si próprio.
A quem esteja interessado no assunto, recomendo a leitura do livro E a Vida Continua…, psicografia do mesmo Chico, em que André Luiz reporta-se a Espíritos desencarnados recolhidos em hospitais da espiritualidade.
Pasme leitor amigo! Os pacientes não são informados quanto á sua condição. Os mentores deixam que percebam por si mesmos, a fim de que não sejam submetidos a traumas inconvenientes, que dificultem sua adaptação à vida espiritual.
Tanto cuidado dos mentores, na vida espiritual!
Tanta displicência dos dialogadores, no piano físico!
Ah! Se estes se dessem ao trabalho de estudar o assunto, haveriam de perceber que mais atrapalham do que ajudam.
Consideremos o motivo mais ponderável pelo qual não se deve dizer ao Espirito que ele “morreu”: simplesmente, não é essa a finalidade da manifestação!
Geralmente sem preparo para a vida espiritual, o Espírito comunicante situa-se em estado de grande perturbação, com todas as suas ideias e sensações voltadas para a vida material.
É um autêntico doente mental, empolgado pelas impressões relacionadas com as circunstâncias de sua morte.
Observe leitor amigo, que Espíritos perturbados que se manifestam nas reuniões mediúnicas não estão habituados à oração, não cultivaram vida íntima, reflexão, esforço no campo do bem.
Podem até ter sido religiosos, mas sem religiosidade, ás voltas com o imediatismo terrestre. Não foram maus, mas não foram bons, não se prepararam adequadamente para a vida espiritual. Daí a perturbação que enfrentam.
Em contato com as energias do ambiente mediúnico, adquirem alguma lucidez.
A tarefa de quem vai conversar com eles é tirá-los do trauma da morte, que atinge a vasta maioria da população terrestre, despreparada para a grande transição, principalmente aqueles que desencarnaram de forma trágica.
Costumo, no diálogo, passar-lhes a ideia de que estão num hospital, atendidos por médicos e enfermeiros dedicados e competentes que os ajudarão a recompor-se.
Insisto para que orem o que favorecerá a interferência dos benfeitores espirituais que os assistem.
E guardo a regra básica reco­mendada por Emmanuel:
…Nunca discutir com a entidade comunicante e nem falar que ela já “morreu”.
Richard Simonetti

QUANDO OS FILHOS CRESCEM


O relógio tilintou, marcando oito horas, quando Anacleto Silva acordou na manhã clara.
Lá fora, o Sol prometia calor mais intenso e a criançada disputava bagatelas como vaga chilreante de passarinhos.
Anacleto estirou-se no leito, relaxando os nervos, e, porque iniciaria o trabalho às nove, antes de erguer-se tomou o Evangelho e leu nos apontamentos do Apóstolo João, capítulo catorze, versículo vinte e sete, as sublimes palavras do Celeste Amigo:
A paz vos deixo, a minha paz vos dou. Não vo-la dou à maneira do mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
- “Alegro-me na certeza de que a paz do Senhor envolve o mundo inteiro. Onde estiver, receberei o amor do Cristo, que assegura a tranqüilidade, em torno do meu caminho”.
“Sei que a presença de Jesus abrange toda a Terra e que a sua influência nos governa os destinos”.
“Desfrutarei, assim, a paz entre as criaturas”.
“O Eterno Benfeitor está canalizando todas as mentes para a vitória da paz. Por isso, ainda mesmo que os homens me ofendam, neles procurarei enxergar meus irmãos que o Divino Poder está transformando para a harmonia geral”.
“Regozijo-me na convicção de que o Príncipe da Paz orienta as nações e que, desse modo, me garantirá o bem-estar”.
“Recolherei do Céu a bênção da calma e permanecerei nos alicerces do entendimento e da retidão, junto da Humanidade”.
“Louvo o Senhor pela paz que me envia hoje, esperando que Ele me sustente em sua paz, agora e em todos os dias de minha vida”.
Após monologar, fervoroso, levantou-se feliz, mas, findo o banho rápido, verificou que a fina calça com que lhe cabia comparecer no escritório sofrera longo corte de faca.
Subitamente transtornado, chamou pela esposa, em voz berrante. Dona Horacina veio, aflita, guardando nos braços uma pequerrucha doente. Viu a peça maltratada e alegou, triste:
- Que pena! Os meninos estão à solta, e eu ocupada com a pneumonia da Sônia.
Longe de refletir na grave enfermidade da filhinha de meses, Anacleto vociferou:
- Que pena? É tudo o que você encontra para dizer? Ignora, porventura, que esta roupa me custou os olhos da cara?
A senhora, sem revidar, dirigiu-se a velho armário e trouxe-lhe um costume semelhante ao que fora dilacerado.
Pouco depois, ao café, notando a ausência do leite, Anacleto reclamou, irritadiço.
- Sim, sim – explicou a dona da casa -, não pude enfrentar a fila... Era preciso resguardar a pequena...
Silva engoliu alguns palavrões que lhe assomaram à boca e, quando abriu a porta, na expectativa do lotação, eis que o sogro, velhinho, lhe aparece, de chapéu à destra encarquilhada, rogando, humildemente:
- Anacleto, perdoe-me a intromissão; contudo, é tão grande a nossa dificuldade hoje em casa que venho pedir-lhe quinhentos cruzeiros por empréstimo...
- Ora, ora... – respondeu o genro, evidenciando cólera injusta – onde tem o senhor a cabeça? Se eu tivesse quinhentos cruzeiros no bolso, não sairia agora para encarar a onça da vida.
Nisso um carro buzinou à reduzida distância, passando, porém, de largo, sem atender-lhe o sinal.
Anacleto, em desespero, bradou, contundente:
- Malditos! Como seguirei para a repartição? Malditos! Malditos!...
Outro carro, no entanto, surgiu rápido, e Silva acomodou-se, enfim.
Mas, enquanto o veículo deslizava no asfalto, confrontou a própria conduta com as afirmações que fizera ao despertar, e só então reconheceu que ele, tão seguro em exaltar a harmonia do mundo, não suportara sem guerra uma calça rasgada; tão convicto em prometer a si mesmo o equilíbrio no Senhor, não se conformara ante a refeição incompleta; tão pronto em proclamar o seu prévio perdão às ofensas humanas, não soubera acolher com gentileza a solicitação de um parente infeliz, e tão solene em asseverar-se nos alicerces do entendimento, não hesitara em descer da linguagem nobre para a que condiz com a gíria que amaldiçoa... E, envergonhado por haver caído tão apressadamente da serenidade à perturbação, começou a perceber que, entre ele e a Humanidade, surgia o lar, reclamando-lhe assistência e carinho, e que jamais receberia a paz do Cristo por fora, sem se dispor a recolhê-la por dentro.



O ETERNO BENFEITOR


O relógio tilintou, marcando oito horas, quando Anacleto Silva acordou na manhã clara.
Lá fora, o Sol prometia calor mais intenso e a criançada disputava bagatelas como vaga chilreante de passarinhos.
Anacleto estirou-se no leito, relaxando os nervos, e, porque iniciaria o trabalho às nove, antes de erguer-se tomou o Evangelho e leu nos apontamentos do Apóstolo João, capítulo catorze, versículo vinte e sete, as sublimes palavras do Celeste Amigo:
A paz vos deixo, a minha paz vos dou. Não vo-la dou à maneira do mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
- “Alegro-me na certeza de que a paz do Senhor envolve o mundo inteiro. Onde estiver, receberei o amor do Cristo, que assegura a tranqüilidade, em torno do meu caminho”.
“Sei que a presença de Jesus abrange toda a Terra e que a sua influência nos governa os destinos”.
“Desfrutarei, assim, a paz entre as criaturas”.
“O Eterno Benfeitor está canalizando todas as mentes para a vitória da paz. Por isso, ainda mesmo que os homens me ofendam, neles procurarei enxergar meus irmãos que o Divino Poder está transformando para a harmonia geral”.
“Regozijo-me na convicção de que o Príncipe da Paz orienta as nações e que, desse modo, me garantirá o bem-estar”.
“Recolherei do Céu a bênção da calma e permanecerei nos alicerces do entendimento e da retidão, junto da Humanidade”.
“Louvo o Senhor pela paz que me envia hoje, esperando que Ele me sustente em sua paz, agora e em todos os dias de minha vida”.
Após monologar, fervoroso, levantou-se feliz, mas, findo o banho rápido, verificou que a fina calça com que lhe cabia comparecer no escritório sofrera longo corte de faca.
Subitamente transtornado, chamou pela esposa, em voz berrante. Dona Horacina veio, aflita, guardando nos braços uma pequerrucha doente. Viu a peça maltratada e alegou, triste:
- Que pena! Os meninos estão à solta, e eu ocupada com a pneumonia da Sônia.
Longe de refletir na grave enfermidade da filhinha de meses, Anacleto vociferou:
- Que pena? É tudo o que você encontra para dizer? Ignora, porventura, que esta roupa me custou os olhos da cara?
A senhora, sem revidar, dirigiu-se a velho armário e trouxe-lhe um costume semelhante ao que fora dilacerado.
Pouco depois, ao café, notando a ausência do leite, Anacleto reclamou, irritadiço.
- Sim, sim – explicou a dona da casa -, não pude enfrentar a fila... Era preciso resguardar a pequena...
Silva engoliu alguns palavrões que lhe assomaram à boca e, quando abriu a porta, na expectativa do lotação, eis que o sogro, velhinho, lhe aparece, de chapéu à destra encarquilhada, rogando, humildemente:
- Anacleto, perdoe-me a intromissão; contudo, é tão grande a nossa dificuldade hoje em casa que venho pedir-lhe quinhentos cruzeiros por empréstimo...
- Ora, ora... – respondeu o genro, evidenciando cólera injusta – onde tem o senhor a cabeça? Se eu tivesse quinhentos cruzeiros no bolso, não sairia agora para encarar a onça da vida.
Nisso um carro buzinou à reduzida distância, passando, porém, de largo, sem atender-lhe o sinal.
Anacleto, em desespero, bradou, contundente:
- Malditos! Como seguirei para a repartição? Malditos! Malditos!...
Outro carro, no entanto, surgiu rápido, e Silva acomodou-se, enfim.
Mas, enquanto o veículo deslizava no asfalto, confrontou a própria conduta com as afirmações que fizera ao despertar, e só então reconheceu que ele, tão seguro em exaltar a harmonia do mundo, não suportara sem guerra uma calça rasgada; tão convicto em prometer a si mesmo o equilíbrio no Senhor, não se conformara ante a refeição incompleta; tão pronto em proclamar o seu prévio perdão às ofensas humanas, não soubera acolher com gentileza a solicitação de um parente infeliz, e tão solene em asseverar-se nos alicerces do entendimento, não hesitara em descer da linguagem nobre para a que condiz com a gíria que amaldiçoa... E, envergonhado por haver caído tão apressadamente da serenidade à perturbação, começou a perceber que, entre ele e a Humanidade, surgia o lar, reclamando-lhe assistência e carinho, e que jamais receberia a paz do Cristo por fora, sem se dispor a recolhê-la por dentro.

Correio Fraterno  G

SER MÃE

 


A missão de ser mãe quase sempre começa com alguns meses de muito enjôo, seguido por anseios incontroláveis por comidas estranhas, aumento de peso, dores na coluna, o aprimoramento da arte de arrumar travesseiros preenchendo espaços entre o volume da barriga e o resto da cama.

Ser mãe é não esquecer a emoção do primeiro movimento do bebezinho dentro da barriga.

O instante maravilhoso em que ele se materializou ante os seus olhos, a boquinha sugando o leite, com vontade, e o primeiro sorriso de reconhecimento.

Ser mãe é ficar noites sem dormir, é sofrer com as cólicas do bebê e se angustiar com os choros inexplicáveis: será dor de ouvido, fralda molhada, fome, desejo de colo?

É a inquietação com os resfriados, pânico com a ameaça de pneumonia, coração partido com a tristeza causada pela morte do bichinho de estimação do pequerrucho.

Ser mãe é ajudar o filho a largar a chupeta e a mamadeira. É levá-lo para a escola e segurar suas mãos na hora da vacina.

Ser mãe é se deslumbrar em ver o filho se revelando em suas características únicas, é observar suas descobertas.

Sentir sua mãozinha procurando a proteção da sua, o corpinho se aconchegando debaixo dos cobertores.

É assistir aos avanços, sorrir com as vitórias e ampará-lo nas pequenas derrotas. É ouvir as confidências.

Ser mãe é ler sobre uma tragédia no jornal e se perguntar: E se tivesse sido meu filho?

E ante fotos de crianças famintas, se perguntar se pode haver dor maior do que ver um filho morrer de fome.

Ser mãe é descobrir que se pode amar ainda mais um homem ao vê-lo passar talco, cuidadosamente, no bebê ou ao observá-lo sentado no chão, brincando com o filho.

É se apaixonar de novo pelo marido, mas por razões que antes de ser mãe consideraria muito pouco românticas.

É sentir-se invadir de felicidade ante o milagre que é uma criança dando seus primeiros passos, conseguindo expressar toscamente em palavras seus sentimentos, juntando as letras numa frase.

Ser mãe é se inundar de alegria ao ouvir uma gargalhadinha gostosa, ao ver o filho acertando a bola no gol ou mergulhando corajosamente do trampolim mais alto.

Ser mãe é descobrir que, por mais sofisticada que se possa ser, por mais elegante, um grito aflito de mamãe a faz derrubar o suflê ou o cristal mais fino, sem a menor hesitação.

Ser mãe é descobrir que sua vida tem menos valor depois que chega o bebê.

Que se deseja sacrificar a vida para poupar a do filho, mas ao mesmo tempo deseja viver mais º não para realizar os seus sonhos, mas para ver a criança realizar os dela.

É ouvir o filho falar da primeira namorada, da primeira decepção e quase morrer de apreensão na primeira vez que ele se aventurar ao volante de um carro.

É ficar acordada de noite, imaginando mil coisas, até ouvir o barulho da chave na fechadura da porta e os passos do jovem, ecoando portas adentro do lar.

Finalmente, é se inundar de gratidão por tudo que se recebe e se aprende com o filho, pelo crescimento que ele proporciona, pela alegria profunda que ele dá.

Ser mãe é aguardar o momento de ser avó, para renovar as etapas da emoção, numa dimensão diferente de doçura e entendimento.

É estreitar nos braços o filho do filho e descobrir no rostinho minúsculo, os traços maravilhosos do bem mais precioso que lhe foi confiado ao coração: um Espírito imortal vestido nas carnes de seu filho.

* * *

A maternidade é uma dádiva. Ajudar um pequenino a desenvolver-se e a descobrir-se, tornando-se um adulto digno, é responsabilidade que Deus confere ao coração da mulher que se transforma em mãe.

E toda mulher que se permite ser mãe, da sua ou da carne alheia, descobre que o filho que depende do seu amor e da segurança que ela transmite, é o melhor presente que Deus lhe deu.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Dia das mães, de autoria de Sharon Nicola Cramer e no cap. Isso vai mudar totalmente a sua vida, de autoria de Dale Hanson, ambos extraídos da obra Histórias para aquecer o coração, v. 2, de Jack Canfield e Mark Victor 

Beethoven - Silencio

Tristesse - Chopin