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sábado, 25 de julho de 2015

A DEPRESSÃO


A depressão

Autor: Joanna de Ângelis (espírito)

Na raiz psicológica do transtorno depressivo ou de comportamento afetivo, encontra-se uma insatisfação do ser em relação a si mesmo, que não foi solucionada. Predomina no Self um conflito resultante da frustração de desejos não realizados, nos quais impulsos agres sivos se rebelaram ferindo as estruturas do ego que imerge em surda revolta, silenciando os anseios e ig norando a realidade. Os seus anelos e prazeres disso resultantes, porque não atendidos, convertem-se em melancolia que se expressa em forma de desinteresse pela vida e pelos seus valiosos contributos, experienciando gozos masoquistas, a que se permite em fuga espetacular do mundo que considera hostil, por lhe não haver atendido as exigências.

Sem dúvida, outros conflitos se apresentam, e que podem derivar-se de disfunções reais ou imaginárias da libido, na comunhão sexual, produzindo medos e surdas revoltas que amarguram o paciente, especial mente quando considera como essencial na existência o prazer do sexo, no qual se motiva para as conquistas que lhe parecem fundamentais.

Vivendo em uma sociedade eminentemente eróti ca, estimulada por um contínuo bombardeio de imagens sonoras e visuais de significado agressivo, trabalhadas especificamente para atender as paixões sensuais até a exaustão, não encontra outro motivo ou significado existencial, exceto quando o hedonismo o toma e o leva aos extremos arriscados e antinaturais do gozo exorbi tante.

Ao lado desse fator, que deflui dos eventos da vida, o luto ou perda, como bem analisou Sigmund Freud, faz-se responsável por uma alta cifra de ocorrências depressivas, em episódios esparsos ou contínuos, as sim como em surtos que atiram os incautos no fosso do abandono de si mesmo. Esse sentimento de luto ou perda é inevitável, por ferir o Self ante a ocorrência da morte, sempre considerada inusitada ou detestada, ar rebatando a presença física de um ser amado, ou gera dora de consciência de culpa, quando sucede impre vista, sem chance de apaziguamento de inimizades que se arrastaram por largo período, ou ainda, por atos que não foram bem elaborados e deixaram arrependimen to, agora convertido em conflito punitivo. Ainda se ma nifesta como efeito de outras perdas, como a do tra balho profissional, que atira o indivíduo ao abismo da incerteza para atender a família, para atender-se, para viver com segurança no meio social; outras vezes, a perda de algum afeto que preferiu seguir adiante, sem dar prosseguimento à vinculação até então mantida, abrindo espaço para a solidão e a instalação de confli to de inferioridade; sob outro aspecto ainda, a perda de um objeto de valor estimativo ou monetário, produzin do prejuízo de uma ou de outra natureza...

Qualquer tipo de perda produz impacto aflitivo, per turbador, como é natural. Demora-se algum tempo, que não deve exceder a seis ou oito semanas, o que cons titui um fenômeno emocional saudável. No entanto, quando se prolonga, agravando-se com o passar do tempo, torna-se patológico, exigindo terapêutica bem elaborada.
Podem-se, no entanto, evitar as conseqüências enfermiças da perda, mediante atitudes corretas e preven tivas.

Terapia profilática eficaz, imediata, propiciadora de segurança e de bem-estar, é a ação que torna o indiví duo identificado com os seus sentimentos, que deve exteriorizar com freqüência e naturalidade em relação a todos aqueles que constituem o clã ou fazem parte da sua afetividade.

Repetem-se as oportunidades desperdiçadas, nas quais se pode dizer aos familiares quanto eles são im portantes, quanto são amados, explicitar aos amigos o valor que lhes atribui, aos conhecidos o significado que eles têm em relação à sua vida... Normalmente se adi am esses sentimentos dignificadores e de alta magni tude, que não apenas felicitam aqueles que os exteriorizam, mas também aqueloutros, aos quais são dirigi dos, gerando ambiente de simpatia e de cordialidade. Nunca, pois, se devem postergar essas saudáveis e verdadeiras manifestações da afetividade, a fim de se rem evitados futuros transtornos de comportamento, quando a culpa pretenda instalar-se em forma de arre pendimento pelo não dito, pelo não feito, mas, sobretu do pelo mal que foi dito, pela atitude infeliz do momento perturbador... Esse tipo de evento de vida-a agressão externada, o bem não retribuído, a afeição não enunci ada - pode ser evitado através dos comportamentos liberativos das emoções superiores.

Muitos outros choques externos como acidentes, agressões perversas, traumatismos cranianos contribu em para o surgimento do transtorno da afetividade, por influenciarem os neurônios localizados no tronco cere bral próximo ao campo onde o cérebro se junta à me dula espinal. Nessa área, duas regiões específicas en viam sinais a outras da câmara cerebral: a rafe, encar regada da produção da serotonina, e o locus coeruleus, que produz a noradrenalina, sofrendo os efeitos cala mitosos dessas ocorrências, assim como de outras, desarmonizam a sua atividade na produção dessas valio sas substâncias que se encarregam de manter a afeti vidade, propiciando a instalação dos transtornos de pressivos.

Procedem, também, dos eventos de natureza perinatal, quando o Self, em fixação no conjunto celular, experienciou a amargura da mãe que não desejava o filho, do pai violento, dos familiares irresponsáveis, das pelejas domésticas, da insegurança no processo da gestação, produzindo sulcos profundos que se irão manifestar mais tarde como traumas, conflitos, transtor nos de comportamento...
A inevitável transferência de dramas e tragédias de uma para outra existência carnal, insculpidos que se encontram nos refolhos do Eu profundo - o Espírito viajor de multifários renascimentos carnais - ressumam como conflito avassalador, a princípio em manifestação de melancolia, de abandono de si mesmo, de descon sideração pelos próprios valores, de perda da auto-estima...

Pode-se viver de alguma forma sem a afeição de outrem, sem alguns relacionamentos mais excitantes,
no entanto, quando degenera o intercâmbio entre o Self e o ego o indivíduo perde o direcionamento das suas aspirações e entrega-se às injunções conflitivas, tom bando, não poucas vezes, no transtorno depressivo.

Esse ressumar de arquétipos profundos, em forma de imagens arquetípicas punitivas, aguarda os fatores que se apresentam nos eventos de vida para manifes tar-se, amargurando o ser, que se sente desprotegido e infeliz.

Incursa a sua consciência em culpa de qualquer natureza, elabora clima psíquico para a sintonia com outras fora do corpo somático, que se sentem dilapida das, e sendo incapazes de perdoar ou de refazer o pró prio caminho, aspiram ao destorço covarde e insano, atirando-se em litígio feroz no campo de batalha men tal, produzindo sórdidos processos de parasitose espi ritual, de obsessões perversas.

Quando renasce o Self assinalado pelas heranças pregressas, no momento em que se dá a fecundação, por intermédio do mediador plástico ou perispírito, im primem-se, nas primeiras células, os fatores necessári os à evolução do ser, que oportunamente se manifes tarão, no caso de culpa e mágoa, de desrespeito por si mesmo, de autocídio e outros desmandos, em forma de depressão. A hereditariedade, portanto, jamais descar tada, é resultado do processo de evolução que conduz o infrator ao clima e à paisagem onde é convidado a reparar, a conviver consigo mesmo, a recuperar-se...

Pacientes predispostos por hereditariedade à incur são no fosso da depressão carregam graves procedi mentos negativos de experiências remotas ou próximas, que se fixaram no Self, experimentando o impositivo de liberação dos traumas que permanecem desafiado res, aguardando solução que a psicoterapia irá propor cionar.

Uma catarse bem orientada eliminará da consci ência a culpa e abrirá espaços para a instalação do oti mismo, da auto-estima, graças aos quais os valores re ais do ser emergem, convidando-o à valorização de si mesmo, na conquista de novos desafios que a saúde emocional lhe irá facultar, emulando-o para a individuação, para a conquista do numinoso.

Em razão do largo processo da evolução, todos os seres conduzem reminiscências que necessitam ser tra balhadas incessantemente, liberando-se daquelas que se apresentam como melancolia, insegurança e recei os infundados, desestabilizando-os. Ao mesmo tempo, estimulando-se a novas conquistas, enfrentando as di ficuldades que os promovem quando vencidas, desco brem todo o potencial de valores de que são portado res e que necessita ser despertado para as vivências enriquecedoras.

O hábito saudável da boa leitura, da oração, em convivência e sintonia com o Psiquismo Divino, dos atos de beneficência e de amor, do relacionamento fraternal e da conversação edificante constitui psicoterapia profilática que deverá fazer parte da agenda diária de todas as pessoas.

Livro: Triunfo Pessoal
Psicografia de Divaldo Franco

A CRIANÇA OBSIDIADA




A Criança Obsidiada

Autor: Suely Caldas Schubert



“Aliás, não é racional considerar-se a infância como um estado normal de inocência.
Não se vê em crianças dotadas dos piores instintos, numa Idade em que ainda nenhuma influência pode ter tido a educação?
Donde a precoce perversidade, senão da inferioridade do Espírito, uma vez que a educação em nada contribuiu para isso?”

(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec questão 199-a.)

Crianças obsidiadas suscitam em nós os mais profundos senti-mentos de solidariedade e comiseração.
Tal como acontece ante as demais enfermidades que atormentam as crianças, também sentimos ímpetos de protegê-las e aliviá-las, de-sejando mesmo que nada as fizesse sofrer.
Pequeninos seres que se nos apresentam torturados, inquietos, padecentes de enfermidades impossíveis de serem diagnosticadas, cujo choro aflito ou nervoso nos condói e impele à prece imediata em seu benefício, são muita vez obsidiados de berço. Outros se apresentam sumamente irrequietos, irritados desde que abrem os olhos para o mundo carnal. Ao crescer, apresentar-se-ão como crianças-problemas, que a Psicologia em vão procura entender e explicar.
São crianças que já nascem aprisionadas — aves implumes em gaiolas sombrias —, trazendo nos olhos as visões dos panoramas apa-vorantes que tanto as inquietam. São reminiscências de vidas ante-riores ou recordações de tormentos que sofreram ou fizeram sofrer no plano extrafísico, antes de serem encaminhadas para um novo corpo. Conquanto a nova existência terrestre se apresente difícil e dolorosa, ela é, sem qualquer dúvida, bem mais suportável que os sofrimentos que padeciam antes de reencarnar.
O novo corpo atenua bastante as torturas que sofriam, torturas estas que tinham as suas nascentes em sua própria consciência que o remorso calcinava. Ou no ódio e revolta em que se consumiam.
E as bênçãos de oportunidades com que a reencarnação lhes fa-vorece poderão ser a tão almejada redenção para essas almas cow turbadas.
A Misericórdia Divina oferecerá a tais seres instantes de refa-zimento, que lhes chegarão por vias indiretas e, sobretudo, reiterados chamamentos para que se redimam do passado, através da resignação, da paciência e da humildade.
Na obra “Dramas da Obsessão”, Bezerra de Menezes narra a vida de Leonel, que desde a infância apresentou crises violentas, evi-denciando a quase possessão por desafetos do pretérito. Este mesmo Leonel, já adulto e casado, acompanhou a espinhosa existência de sua filha Alcina, que como ele era obsidiada desde o berço.
Crianças que padecem obsessões devem ser tratadas em nossas instituições espíritas através do passe e da água fluidificada, e é imprescindível que lhes dispensemos muita atenção e amor, a fim de que se sintam confiantes e seguras em nosso meio. Tentemos cativá--las com muito carinho, porque somente o amor conseguirá refrigerar essas almas cansadas de sofrimentos, ansiando por serem amadas.
Fundamental, nesses casos, a orientação espírita aos pais, para que entendam melhor a dificuldade que experimentam, tendo assim mais condições de ajudar o filho e a si próprios, visto que são, pro-vavelmente, os cúmplices ou desafetos do pretérito, agora reunidos em provações redentoras. Devem ser instruídos no sentido de que fa-çam o Culto do Evangelho no Lar, favorecendo o ambiente em que vivem com os eflúvios do Alto, que nunca falta àquele que recorre à Misericórdia do Pai.
A criança deve ser levada às aulas de Evangelização Espírita, onde os ensinamentos ministrados dar-lhe-ão os esclarecimentos e o conforto de que tanto carece.

*

O número de crianças obsidiadas tem aumentado consideravel-mente. Há bem pouco tempo chegaram às nossas mãos, quase simul-taneamente, cinco pedidos de orientação a crianças que se apresen-tavam todas com a mesma problemática de ordem obsessiva.
Um desses casos era gravíssimo.
Certa criança de três anos e alguns meses vinha tentando o suicídio das mais diferentes maneiras, o que lhe resultara, inclusive, ferimentos: um dia, jogou-se na piscina; em outro, atirou-se do alto do telhado, na varanda de sua casa; depois, quis atirar-se do carro em movimento, o que levou os familiares a vigiá-la dia e noite. Seu comportamento, de súbito, tornou-se estranho, maltratando especial-mente a mãe, a quem dirigia palavras de baixo calão que os pais nunca imaginaram ser do seu conhecimento.
Foram feitas reuniões de desobsessão em seu benefício, quando se verificaram as origens do seu estado atual. Atormentada por muitos obsessores, seu comprometimento espiritual é muito sério.
As outras crianças mencionadas tinham sintomas semelhantes: acordavam no meio da noite, inconscientes, gritando, falando e rindo alto, não atendiam e nem respondiam aos familiares, nem mesmo dando acordo da presença destes.
Todas são menores de cinco anos.
Com a terapêutica espírita completa, essas crianças melhoraram sensívelmente, sendo que três retornaram ao estado normal.

Livro: Obsessão e Desobsessão

sexta-feira, 24 de julho de 2015

AQUELE QUE SE ELEVA SERÁ REBAIXADO


 

 

 

    O Evangelho Segundo o Espiritismo

Aquele que se eleva será rebaixado (II)
Então, a mãe dos filhos de Zebedeu se aproximou dele com seus dois filhos e o adorou, dando a entender que lhe queria pedir alguma coisa. — Disse-lhe ele: “Que queres?” “Manda, disse ela, que estes meus dois filhos tenham assento no teu reino, um à sua direita e o outro à sua esquerda.” — Mas, Jesus respondeu, “Não sabes o que pedes; podeis vós ambos beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos.” — Jesus lhes replicou: “É certo que bebereis o cálice que eu beber; mas, pelo que respeita a vos sentardes à minha direita ou à minha esquerda, não me cabe a mim vo-lo conceder; isso será para aqueles a quem meu Pai o tem preparado.” — Ouvindo isso, os dez outros apóstolos se encheram de indignação contra os dois irmãos. — Jesus, chamando-os para perto de si, lhes disse: “Sabeis que os príncipes das nações as dominam e que os grandes os tratam com império. — Assim não deve ser entre vós; ao contrário, aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servo; — e, aquele que quiser ser o primeiro entre vós seja vosso escravo; — do mesmo modo que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos.” (S. MATEUS, capítulo XX, vv. 20 a 28.)
Estas máximas decorrem do princípio de humildade que Jesus não cessa de apresentar como condição essencial da felicidade prometida aos eleitos do Senhor e que ele formulou assim: “Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que o reino dos céus lhes pertence.” Ele toma uma criança como tipo da simplicidade de coração e diz: “Será o maior no reino dos céus aquele que se humilhar e se fizer pequeno como uma criança, isto é, que nenhuma pretensão alimentar à superioridade ou à infalibilidade.
A mesma idéia fundamental se nos depara nesta outra máxima: Seja vosso servidor aquele que quiser tornar-se o maior, e nesta outra: Aquele que se humilhar será exalçado e aquele que se elevar será rebaixado.
Espiritismo sanciona pelo exemplo a teoria, mostrando-nos na posição de grandes no mundo dos Espíritos os que eram pequenos na Terra; e bem pequenos, muitas vezes, os que na Terra eram os maiores e os mais poderosos. E que os primeiros, ao morrerem, levaram consigo aquilo que faz a verdadeira grandeza no céu e que não se perde nunca: as virtudes, ao passo que os outros tiveram de deixar aqui o que lhes constituía a grandeza terrena e que se não leva para a outra vida: a riqueza, os títulos, a glória, a nobreza do nascimento. Nada mais possuindo senão isso, chegam ao outro mundo privados de tudo, como náufragos que tudo perderam, até as próprias roupas. Conservaram apenas o orgulho que mais humilhante lhes torna a nova posição, porquanto vêem colocados acima de si e resplandecentes de glória os que eles na Terra espezinharam.
O Espiritismo aponta-nos outra aplicação do mesmo princípio nas encarnações sucessivas, mediante as quais os que, numa existência, ocuparam as mais elevadas posições, descem, em existência seguinte, às mais ínfimas condições, desde que os tenham dominado o orgulho e a ambição. Não procureis, pois, na Terra, os primeiros lugares, nem vos colocar acima dos outros, se não quiserdes ser obrigados a descer. Buscai, ao contrário, o lugar mais humilde e mais modesto, porquanto Deus saberá dar-vos um mais elevado no céu, se o merecerdes.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, itens 4 e

QUEM NUNCA CHOROU?






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A quanto tempo você não para um instante para pensar
nas coisas simples da vida?
A quanto tempo você não para um pouco...

As pessoas hoje em dia não teem tempo para nada!
Uma correria tão grande no trabalho, na faculdade, no trânsito...
Até nos templos reliosos estão correndo. Quantas vezes não vi pessoas em depressão precisando de um pouco de carinho e "ouvidos sinceros" e ouvimos do pretende ao serviço cristão a pré-pronta frase: "olha, faça uma prece, eleve seu pensamento, peça a Jesus e pronto!"

pronto?
para que?

Quando uma pessoa triste e sofrida pede ajuda, ela só quer ser ouvida... nem espera solução imediata, quer apenas que alguém "sinceramente" lhe ouça, se doe para ela.
Não era assim que Jesus fazia?

Os homens estão correndo demais, sofrendo com seus excessos.
Quer ouvir o pensamento de um singelo amigo desencarnado?
Pare!
Simplifique a vida! Corra menos... Compre menos... Grite menos...
Ame mais... converse mais... dê mais atenção ao seu próximo mais próximo... Ninguém sabe quando ele vai voltar à casa espiritual.

As aquisições justas da vida são para ser usufruídas e não amadas. As pessoas estão na sua frente para serem amadas e não usufruídas.

Case-se por amor. Que seus lábios e tempo, estejam para quem te ame e você ame.
Se entregue para a vida sem medo.
Ela passa e passa rápido.

Como diz nossa amiga irmã Fátima, o tempo da culpa passou, eis o tempo da consciência.

Quem nunca chorou?
Quem nunca sofreu?
mas, se quiser sofrer e chorar menos alma amiga da terra, aprenda a:

- Simplificar;
- Escutar seu próximo;
- Ter mais tempo para observar;
- Conversar muito com Jesus;
- Escolher por amor;
- E andar sem precisar correr tanto e sem precisar parar tanto ...

Eis um bom começo para dar seu próximo passo.

Muita paz em sua vida.

Aluízio Fonseca.
Médium: Fernando Ben
22/02/2013, Rio de Janeiro.

Acervo: www.difusorespirita.com.br

quarta-feira, 22 de julho de 2015

PIEDADE FILIAL


 

 

 

    O Evangelho Segundo o Espiritismo

Piedade filial
Sabeis os mandamentos: não cometereis adultério; não matareis; não roubareis; não prestareis falso-testemunho; não fareis agravo a ninguém; honrai a vosso pai e a vossa mãe. (S. MARCOS, capítulo X, v. 19; S. LUCAS, cap. XVIII, v. 20; S. MATEUS, cap. XIX, vv. 18 e 19.)
Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo na terra que o Senhor vosso Deus vos dará. (Decálogo: “Êxodo”, cap. XX, v. 12.)
O mandamento: “Honrai a vosso pai e a vossa mãe” é um corolário da lei geral de caridade e de amor ao próximo, visto que não pode amar o seu próximo aquele que não ama a seu pai e a sua mãe; mas, o termo honrai encerra um dever a mais para com eles: o da piedade filial. Quis Deus mostrar por essa forma que ao amor se devem juntar o respeito, as atenções, a submissão e a condescendência, o que envolve a obrigação de cumprir-se para com eles, de modo ainda mais rigoroso, tudo o que a caridade ordena relativamente ao próximo em gera!. Esse dever se estende naturalmente às pessoas que fazem as vezes de pai e de mãe, as quais tanto maior mérito têm, quanto menos obrigatório é para elas o devotamento. Deus pune sempre com rigor toda violação desse mandamento.
Honrar a seu pai e a sua mãe, não consiste apenas em respeitá-los; é também assisti-los na necessidade; é proporcionar-lhes repouso na velhice; é cercá-los de cuidados como eles fizeram conosco, na infância.
Sobretudo para com os pais sem recursos é que se demonstra a verdadeira piedade filial. Obedecem a esse mandamento os que julgam fazer grande coisa porque dão a seus pais o estritamente necessário para não morrerem de fome, enquanto eles de nada se privam, atirando-os para os cômodos mais ínfimos da casa, apenas por não os deixarem na rua, reservando para si o que há de melhor, de mais confortável? Ainda bem quando não o fazem de má-vontade e não os obrigam a comprar caro o que lhes resta a viver, descarregando sobre eles o peso do governo da casa! Será então aos pais velhos e fracos que cabe servir a filhos jovens e fortes? Ter-lhes-á a mãe vendido o leite, quando os amamentava? Contou porventura suas vigílias, quando eles estavam doentes, os passos que deram para lhes obter o de que necessitavam? Não, os filhos não devem a seus pais pobres só o estritamente necessário, devem-lhes também, na medida do que puderem, os pequenos nadas supérfluos, as solicitudes, os cuidados amáveis, que são apenas o juro do que receberam, o pagamento de uma dívida sagrada. Unicamente essa é a piedade filial grata a Deus.
Ai, pois, daquele que olvida o que deve aos que o ampararam em sua fraqueza, que com a vida material lhe deram a vida moral, que muitas vezes se impuseram duras privações para lhe garantir o bem-estar. Ai do ingrato: será punido com a ingratidão e o abandono; será ferido nas suas mais caras afeições, algumas vezes já na existência atual, mas com certeza noutra, em que sofrerá o que houver feito aos outros.

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIV, itens 1 a 3.)

VIDA E SEXO


Ano 9 - N° 423 - 19
 de Julho de 2015
ANGÉLICA REIS a_reis_imortal@yahoo.com.br 
Londrina, Paraná (Brasil)
 

Vida e Sexo
Emmanuel
(Parte 14 e final) 
Concluímos nesta edição o estudo metódico e sequencial do livro Vida e Sexo, de autoria de Emmanuel, obra mediúnica psicografada por Francisco Cândido Xavier e publicada pela FEB.
Questões preliminares 
A. É verdade que Espíritos superiores volvem à reencarnação na Terra para a realização de atividades socorristas?
Sim, é verdade. Existem Espíritos superiores e já erguidos a notáveis campos de elevação que, unicamente por amor e sacrifício, tomam assento nas organizações religiosas da Terra, reencarnando em atividades socorristas, nas quais impulsionam o progresso dos seus irmãos. (Vida e Sexo, pp. 106 e 107.)
B. Por que alguns religiosos costumam tombar em experiências emotivas, às vezes mais complicadas e deploráveis do que aquelas que eles próprios reprovavam no caminho dos outros?
O fato é facilmente compreensível. Aceitando os distintivos de determinada seara religiosa, o Espírito impõe a si mesmo um fator de frenagem e autopoliciamento, sem que as marcas exteriores da fé signifiquem mais que um convite ou um desafio a que se aperfeiçoe, de acordo com os princípios doutrinários que abraça. Instruções religiosas exteriores não alteram, de improviso, os impulsos do coração, conquanto se erijam em fortaleza de luz, amparando a criatura que a elas se acolhe para o serviço de autoaprimoramento. (Obra citada, pp. 107 e 108.)
C. Que atitude devemos tomar quando alguém parece tombar em face das complicações e problemas do sexo?
Em face dos ensinos do Cristo, devemos, à frente de todas as complicações e problemas do sexo, abster-nos de censura e condenação. A razão é simples. Todos nós – os Espíritos em aperfeiçoamento nos climas do planeta – estamos emergindo de passado multimilenar, em que as tramas da alma se entreteciam em labirintos de sombra, para que as bênçãos do aprendizado se nos fixassem no espírito. Se alguém parece cair, sob enganos do sentimento, silenciemos e esperemos! Se alguém parece tombar em delinquência, por desvarios do coração, esperemos e silenciemos! (Obra citada, pp. 109 e 110.)
Texto para leitura
170. As leis do Universo não destroem o instinto, mas transformam-no em razão e angelitude, na passagem dos evos, pelos mecanismos da sublimação. (PÁG. 106)
171. Efetivamente, existem Espíritos superiores e já erguidos a notáveis campos de elevação que, unicamente por amor e sacrifício, tomam assento nas organizações religiosas da Terra, volvendo à reencarnação em atividades socorristas, nas quais impulsionam o progresso dos seus irmãos. (PÁGS. 106 e 107)
172. Esses missionários vibram em faixas de amor sublime, quase sempre inacessível à compreensão dos seus contemporâneos. Não ocorre o mesmo entre os que renascem sob regime disciplinar, requisitado por eles contra eles mesmos, de vez que grande número desses obreiros das ideias religiosas, reencarnados em condições de prova, demonstram dificuldades e inibições múltiplas, no corpo e na mente, quando não sofrem exagerada tendência aos desvarios sexuais. (PÁG. 107)
173. Surgem daí os incidentes menos felizes – quantas vezes! – em que vemos expositores ardentes e apaixonados, dessa ou daquela ideia religiosa, tombando em experiências emotivas, muito mais complicadas e deploráveis do que aquelas outras que eles próprios reprovavam no caminho e na vida dos companheiros. (PÁG. 107)
174. Aliás, o fenômeno é mais que justo, porquanto, aceitando os distintivos de determinada seara religiosa, o Espírito impõe a si mesmo um fator de frenagem e autopoliciamento, sem que as marcas exteriores da fé signifiquem mais que um convite ou um desafio a que se aperfeiçoe, de acordo com os princípios doutrinários que abraça. (PÁGS. 107 e 108)
175. Instruções religiosas exteriores não alteram, de improviso, os impulsos do coração, conquanto se erijam em fortaleza de luz, amparando a criatura que a elas se acolhe para o serviço de autoaprimoramento. (PÁG. 108)
176. Por todo o exposto, percebe-se que somos nós mesmos, Espíritos endividados ante as Leis do Universo, que nos enlaçamos uns com os outros, encarnados e desencarnados, aperfeiçoando gradativamente as qualidades próprias e aprendendo, à custa de trabalho e de tempo, como alcançar a sublimação que demandamos, em marcha laboriosa para a conquista dos Valores Eternos. (PÁG. 108)
177. À margem do sexo – Em lição constante do item 16 do cap. X, “O Evangelho segundo o Espiritismo” recomenda que nos lembremos daquele que julga em última instância, que vê os movimentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censuramos, ou reprova o que relevamos, porque conhece o móvel de todos os atos. (PÁG. 109)
178. Em face dos ensinos do Cristo, elucidados pelos Espíritos superiores, devemos, à frente de todas as complicações e problemas do sexo, abster-nos de censura e condenação. A razão é simples. Todos nós – os Espíritos em aperfeiçoamento nos climas do planeta – estamos emergindo de passado multimilenar, em que as tramas da alma se entreteciam em labirintos de sombra, para que as bênçãos do aprendizado se nos fixassem no espírito. Ainda assim, estamos muito longe da meta por alcançar. (PÁGS. 109 e 110)
179. Se alguém parece cair, sob enganos do sentimento, silenciemos e esperemos! Se alguém parece tombar em delinquência, por desvarios do coração, esperemos e silenciemos!... Sobretudo, compadeçamo-nos uns dos outros, porque, por enquanto, nenhum de nós consegue conhecer-se tão exatamente, a ponto de saber hoje qual o tamanho da experiência aflitiva que nos aguarda amanhã. (PÁG. 110)
180. Devemos calar os nossos possíveis libelos, ante as supostas culpas alheias, porquanto nenhum de nós, por agora, é capaz de medir a parte de responsabilidade que nos compete a cada um nas irreflexões e desequilíbrios dos outros. (PÁG. 110)
181. Não dispomos de recursos para examinar as consciências alheias e cada um de nós, ante a Sabedoria Divina, é um caso particular, em matéria de amor, reclamando compreensão. Muitos dos nossos erros imaginários no mundo são caminhos certos para o bem, ao passo que muitos de nossos acertos hipotéticos são trilhas para o mal de que nos desvencilharemos um dia!... (PÁGS. 110 e 111)
182. Abençoemos e amemos sempre. E diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, coloquemo-nos em pensamento no lugar dos acusados, analisando as nossas tendências mais íntimas e, após verificar se estamos em condições de censurar alguém, escutemos no âmago da consciência o apelo inolvidável do Cristo: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. (PÁG. 111)
Fim