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domingo, 23 de agosto de 2015

EM DEFESA DA VIDA

Em defesa da vida

"Não haverá paz na Terra enquanto existirem os abortos criminosos, filhos da falta de humanidade"
Corria o mês de dezembro de 2012. Era um dia como outro qualquer. Eu havia chegado cansada, jantei e fui ver TV. Os comerciais não nos deixavam esquecer de que era tempo de Natal. Falavam de amor e de paz. Contudo, o noticiário chocou a todos. Fui dormir impressionada com as cenas do jovem que assassinara muitas crianças em uma escola americana. Como não podia ser diferente, aquela notícia havia provocado comoção no mundo inteiro.
Antes de dormir, rezei pedindo a Deus pelas famílias daquelas crianças mortas. A oração acalmou meu coração e dormi mais serena.
Era madrugada. Eu tinha consciência de que estava dormindo; no entanto, sonhava. No início, não entendia direito o que se passava. Percebia que alguém me convidava a conhecer um lugar diferente e muito triste, que se assemelhava a um grande hospital de bebês. Ali estavam milhares de bebês de nacionalidades diferentes. Todos eles se mostravam sofridos e choravam bastante. Era um choro diferente, parecia um profundo lamento, só amenizado pelo carinho maternal de algumas mulheres que os abraçavam comovidas.
De repente, sem que entendesse o porquê, eu me encontrava de frente para um telão, assistindo outro noticiário que mostrava a cena de uma mulher jovem matando crianças. As pessoas estavam desesperadas. Para minha grande surpresa, constatei que ela não estava só. Muitas outras mulheres e homens a apoiavam. O que mais me espantava era que os próprios governantes, alguns profissionais da saúde, da Justiça e até familiares das vítimas concordavam com o massacre, que se repetia a cada minuto e em muitos outros lugares, simultaneamente. O número de vidas ceifadas era impressionante. Tinha a dimensão de uma grande e cruel guerra, permitida pelas autoridades!
Sem acreditar no que via, eu me perguntava: Que mundo é este? Onde estavam os homens bons? Como podiam aceitar tanta atrocidade? Estávamos no tempo da barbárie?...
Neste momento, passei a ouvir vozes que protestavam. Embora fossem milhares e milhares, vindas de todo lugar, não eram suficientes para evitar outras mortes.
Dentre as pessoas que protestavam havia um cantor conhecido. Ele lutava contra o massacre usando como “arma” a sua música, que trazia em seus acordes o seguinte pedido: “... por isso não mate, evite este aborto, ninguém quer ser morto, nem eu nem você .”
A b o o o r t o ?! Então, os fatos foram ficando mais claros e eu comecei a perceber que o massacre a que o noticiário do sonho se referia era o de crianças abortadas!
O sonho continuava. Agora, eu estava mais lúcida para entendê-lo. No telão do noticiário aparecia uma linda mulher que falava de paz. Ela dizia que estava ali para convidar todos os homens para fazerem parte de um projeto divino que se iniciara no plano espiritual. Tratava-se de uma grande campanha visando defender a inviolabilidade do direito à vida desde a concepção, esclarecer que a gravidez é um momento divino e que o aborto é crime aos olhos de Deus, mesmo que seja legalizado pelos homens!
Ao concluir sua mensagem, a linda mulher mostrou uma estatística impressionante: afirmara que, no exato instante do massacre acontecido no colégio norte-americano, milhares de vidas foram exterminadas cruelmente pelo aborto, sem que o mundo se indignasse! Ela perguntava se mundo não se revoltava com as crianças mortas nos ventres maternos. Se não conseguia ouvir os gritos silenciosos dos inocentes que não podiam se defender, nem correr ou gritar para pedir ajuda!
Neste momento, uma força maior fez com que eu me lembrasse das crianças tristes que vira chorando no hospital de bebês. Compreendi que elas haviam sido abortadas. Vindas de todas as nações e recebidas pela misericórdia divina em um pouso de amor, situado nas paisagens de Deus. As mulheres que lá estavam eram criaturas boas, arrependidas pelos abortos praticados, que procuravam se redimir por meio do amor que cobre a multidão de pecados...
Impactada, compreendi a significativa mensagem do impressionante sonho, que continuava nítido e revelador. Paradoxalmente, eram duas situações tão diferentes, mas incrivelmente semelhantes: o atentado ocorrido na vida real, na escola de um país evoluído, e a cena vivida na paisagem que o sono possibilitara por meio daquele inesquecível sonho, que continuava e mostrava, em uma tela translúcida, a figura da repórter do bem. Agora, ela se despedia explicando que, enquanto as mortes acontecidas no colégio eram noticiadas como um crime contra a humanidade, o aborto era permitido legalmente!
Ambas as situações atentavam contra o direito de viver, a diferença estava na forma com que os assassinatos eram perpetrados: impressionante comparação! No primeiro caso, o assassino era um homem que perdera o juízo. No caso dos abortados, os responsáveis eram as próprias mães, que deveriam ser amparadas e esclarecidas acerca da sublimidade da gravidez e, no entanto, eram ajudadas por profissionais que desrespeitavam vergonhosamente o juramento de cuidar da vida, muitas vezes inspirados por interesses inconfessáveis.
A mulher encerrava o noticiário com os olhos rasos d´água, lembrando que não haverá paz na Terra enquanto existirem os abortos criminosos, filhos da falta de humanidade, que fria e anonimamente eram trucidados (literalmente) pela ignorância, pelo egoísmo e morriam em clínicas clandestinas de justiça, de compreensão e de amor...
Sentindo as vibrações de amor emanado pela repórter do bem, acordei. O sonho fora tão real que a comoção ainda batia em meu peito... e chorei. Chorei pelo desamor que ainda somos capazes sentir e de praticar. Foi aí que decidi escrever o que vi no sonho e transformá-lo em um artigo.
Depois, abracei a esperança em meu coração e sonhei acordada, acreditando com todas as minhas forças que o projeto divino em defesa da vida se consolidaria no coração do mundo. Nós, ainda, veríamos o Brasil sem aborto e a Terra livre da exterminação silenciosa e inconsequente de seres indefesos.
Peço a Jesus que estas palavras não provoquem o arrependimento que deprime no coração de mulheres que um dia praticaram aborto. Que saibam transformar o remorso pelo trabalho em prol do bem, defendendo crianças indefesas.
Calamos nossas palavras lembrando que na “Contabilidade Divina” o amor sempre cobrirá a multidão de pecados, e, repetimos a consoladora frase de Chico Xavier: “Ninguém no mundo pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.
O ano novo chegou. O mundo novo precisa de nossas mãos para ser construído. A vida precisa ser defendida em todos os aspectos e a fórmula já nos foi dada há mais de dois mil anos: Façamos aos outros apenas o que queremos que eles nos façam. Esta é a lei e os profetas... Feliz ano novo!
Maia, Olga Espíndola Freire. Fonte: O Povo, Jornal de Hoje, Fortaleza, 06 jan. 2013. Olga Espíndola Freire Maia é presidente da Associação Peter Pan (assistência às crianças com câncer).

PEQUENO ESTATUTO DO SERVIDOR DA BENEFICÊNCIA

Pequeno Estatuto do Servidor da Beneficência

Amar ardentemente a caridade.
Colocar-se no lugar da criatura socorrida.
Considerar a situação constrangedora da pessoa menos feliz.
Amparar com descrição e gentileza.
Encontrar tempo para ouvir os necessitados.
Nunca ferir alguém com indagações ou observações inoportunas.
Abster-se de quaisquer exibições de superioridade.
Usar a máxima paciência para que o necessitado se interesse pelo auxilio que se lhe ofereça.
Jamais demonstrar qualquer estranheza ante os quadros de penúria ou delinqüência, buscando compreender fraternalmente as provações dos irmãos em sofrimento.
Aceitar de boa vontade a execução de serviços aparentemente humildes, como sejam carregar pacotes, transmitir recados, efetuar tarefas de limpeza ou auxiliar na higiene de um enfermo, sempre que a seu concurso pessoal seja necessário.
Respeitar a dor alheia, seja ela qual for.
Aceitar os hábitos e os pontos de vista da pessoa assistida, sem tentar impor as próprias idéias.
Tolerar com serenidade e sem revides quaisquer palavras de incompreensão ou de injúria que venha a receber.
Olvidar melindres pessoais.
Criar iniciativa para resolver os problemas de caráter urgente na obra assistencial.
Evitar cochichos ou grupinhos para comentários de feição pejorativa.
Estudar para ser mais útil
Não apenas verificar as males que encontre, mas, verificar-lhes as causas que se lhes faça a supressão.
Cultivar sistematicamente a benção da oração.
Admitir os necessitados não somente na condição de pessoas que se candidatam a recolher os benefícios que lhes possamos prestar, mas, também na qualidade de companheiros que nos fazem o favor de receber-nos a assistência, promovendo e facilitando a nossa aproximação do Cristo de Deus.
Pelo Espírito Emmanuel
XAVIER, Francisco Cândido. Fonte de Paz. Espíritos Diversos. IDE. Capítulo 16.

sábado, 22 de agosto de 2015

GAROTO DAS MEIAS VERMELHAS

roto das meias vermelhas
Ele era um garoto triste. Procurava estudar muito. Na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa.
Todos os outros meninos zombavam dele, por causa das suas meias vermelhas.
Um dia, o cercaram e lhe perguntaram por que ele só usava meias vermelhas. Ele falou, com simplicidade: No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo.
Colocou em mim essas meias vermelhas. Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo mundo iria rir de mim, por causa das meias vermelhas.
Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas. Disse que se eu me perdesse, bastaria ela olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas, saberia que o filho era dela.
Ora, disseram os garotos, mas você não está num circo. Por que não tira essas meias vermelhas e as joga fora?
O menino das meias vermelhas olhou para os próprios pés, talvez para disfarçar o olhar lacrimoso e explicou: É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por isso, eu continuo usando essas meias vermelhas. Quando ela passar por mim, em qualquer lugar em que eu esteja, ela vai me encontrar e me levará com ela.
*   *   *
Muitas almas existem, na Terra, solitárias e tristes, chorando um amor que se foi. Colocam meias vermelhas, na expectativa de que alguém as identifique, em meio à multidão, e as leve para a intimidade do próprio coração.
São crianças, cujos pais as deixaram, um dia, em braços alheios, enquanto eles mesmos se lançaram à procura de tesouros, nem sempre reais.
Lesadas em sua afetividade, vivem cada dia à espera do retorno dos amores, ou de alguém que lhes chegue e as aconchegue.
Têm sede de carinho e fome de afeto. Trazem o olhar triste de quem se encontra sozinho e anseia por ternura.
São idosos recolhidos a lares e asilos, às dezenas. Ficam sentados em suas cadeiras, tomando sol, as pernas estendidas, aguardando que alguém identifique as meias vermelhas.
Aguardam gestos de carinho, atenções pequenas. Marcam no calendário, para não se perderem, a data da próxima visita, do aniversário, da festividade especial.
Aguardam...
São homens e mulheres que se levantam todos os dias, saem de casa, andam pelas ruas, sempre à espera de que alguém que partiu, retorne.
Que o filho que tomou o rumo do mundo e não mais escreveu, nem deu notícia alguma, volte ao lar.
São namorados, noivos, esposos que viram o outro sair de casa, um dia, e esperam o retorno.
Almas solitárias. Lesadas na afetividade. Carentes.
*   *   *
O amor, sem dúvida, é lei da vida. Ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro.
E nem pode aquilatar da qualidade das reações que virão daqueles que emurchecem aos poucos, na dor da afeição incompreendida.
Todos devemos respeito uns aos outros. Somos responsáveis pelos que cativamos ou nos confiam seus corações.
Se alguém estiver usando meias vermelhas, por nossa causa, pensemos se este não é o momento de recompor o que se encontra destroçado, trabalhando a terra do nosso coração.
Pensemos nisso!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Michael Bolton 'All for love' (tradução)

O QUE É URGENTE?

    O Que é Urgente?

    Se você tivesse que enumerar, neste instante, todas as suas urgências, o que é que constaria em sua lista?
    Talvez tenha na memória os compromissos mais urgentes de hoje, ou já tenha dado uma olhada na agenda e constatado que eles são muitos e quase todos importantes.
    Todavia, antes de começar a correria costumeira do seu dia, vale a pena refletir mais detidamente no que é realmente urgente.
    A vida agitada dos dias atuais nos leva a estabelecer uma lista de urgências que nos faz, tantas vezes, perder o significado real do que são “prioridades”.
    Para algumas pessoas, urgente são somente as coisas materiais, esquecidas de que no dia em que partirem, deixarão pendentes as coisas que realmente eram urgentes.
    Para melhor avaliar o que sejam prioridades de fato, verifique sua lista e anote tudo o que terá que ficar na alfândega do túmulo, caso tivesse que partir agora.
    Sem desconsiderar as necessidades materiais que a vida no corpo físico exige, é necessário estabelecer prioridades também no campo afetivo, junto às pessoas que estagiam conosco nesta existência.
    Urgente, por exemplo, é que você pare um momento na sua vida agitada e se pergunte: “que significado tem tudo isso que faço?”
    Urgente é que seja mais humano e mais irmão.
    É que saiba valorizar o tempo que pede a uma criança.
    Urgente é que veja o nascer do sol, sinta o seu calor e agradeça a Deus por tão grandioso presente.
    É saber aproveitar as lições do dia-a-dia da melhor forma possível, em benefício do progresso do espírito imortal, que transcende a vida física.
    Urgente é que curta a sua família, seus filhos, sua esposa e todos que o rodeiam, e valorize esse precioso tesouro.
    Urgente é que diga às pessoas que lhe são caras o quanto as ama e o quanto são importantes para você.
    Urgente é que saiba que é filho de Deus e se dê conta de que ele o ama e quer vê-lo sorrindo, feliz e cheio de vida!
    Urgente é que não deixe a vida passar como um sopro e, quando estiver no fim da linha, não olhe para trás como quem quer voltar e percebe que já não há tempo...
    Já não há tempo porque tudo o que fez foi urgente...
    Você foi um grande empresário, encheu sua agenda de “urgências, compromissos e projetos”... Mas se esqueceu de viver.
    Foram tantas as urgências que deixou passar a verdadeira finalidade da existência, que é aprender a amar. É desenvolver o amor por si mesmo e estende-lo ao seu próximo.
    Por todas essas razões, reveja sua lista de urgências e priorize aquelas que são realmente importantes.
    Faça isso hoje... Não deixe para amanhã.
    Se faz muito tempo que não almoça ou janta em casa para atender aos negócios, pense que sua família deve ser a prioridade número um da sua lista.
    Você lembra quantas vezes evitou o abraço carinhoso de um filho, para não amarrotar ou sujar a sua roupa, que deveria estar impecável para a próxima reunião?
    Lembra-se a quantas festinhas na escola de seu filho deixou de ir por causa das suas urgências profissionais?
    Pare um pouco e veja se não há nenhuma inversão de valores em suas urgências. E se constatar alguma irregularidade, ainda é tempo de reverter a ordem das coisas.
    Se você está enfermo, sua prioridade é tratar da saúde.
    Se está estressado, sua urgência é buscar um meio de sair desse estado.
    Mas, se você sente um grande vazio na almanada do que têm feito lhe faz feliz, a depressão ameaça se instalar, e nuvens cinzentas pairam sobre seu mundo, você está diante de uma emergência.
    Procure uma pequena brecha mais clara, segure as nuvens com as duas mãos e abra-as para que o azul do céuapareça...
    E se suas mãos não conseguem afastar as nuvens, rompa-as com uma oração sincera e busque conectar-se com o Alto, permitindo que a Luz divina penetre em seu ser e ilumine definitivamente o seu caminho.

A PEDRA NO CAMINHO

    A Pedra no Caminho

    Conta-se que um rei que viveu num país além-mar, há muito tempo atrás, era muito sábio e não poupava esforços para ensinar bons hábitos a seu povo.
    Freqüentemente fazia coisas que pareciam estranhas e inúteis; mas tudo que fazia era para ensinar opovo a ser trabalhador e cauteloso.
    Nada de bom pode vir a uma nação - dizia ele - cujo povo reclama e espera que outros resolvam seus problemas. Deus dá as coisas boas da vida a quem lida com os problemas por conta própria.
    Uma noite, enquanto todos dormiam, ele pôs uma enorme pedra na estrada que passava pelo palácio. Depois foi se esconder atrás de uma cerca, e esperou para ver o que acontecia.
    Primeiro veio um fazendeiro com uma carroça carregada de sementes que levava para a moagem na usina.
    Quem já viu tamanho descuido? Disse ele contrariado, enquanto desviava sua carroça e contornava a pedra.
    Por que esses preguiçosos não mandam retirar essa pedra da estrada?
    E continuou reclamando da inutilidade dos outros, mas sem ao menos tocar, ele próprio, na pedra.
    Logo depois, um jovem soldado veio cantando pela estrada. A longa pluma de seu quepe ondulava na brisa, e uma espada reluzente pendia da sua cintura.
    Ele pensava na maravilhosa coragem que mostraria na guerra e não viu a pedra, mas tropeçou nela e se estatelou no chão poeirento.
    Ergueu-se, sacudiu a poeira da roupa, pegou a espada e enfureceu-se com os preguiçosos que insensatamente haviam largado aquela pedra imensa na estrada.
    Então, ele também se afastou sem pensar uma única vez que ele próprio poderia retirar a pedra.
    E assim correu o dia...
    Todos que por ali passavam reclamavam e resmungavam por causa da pedra no meio da estrada, mas ninguém a tocava.
    Finalmente, ao cair da noite, a filha do moleiro por lá passou. Era muito trabalhadora e estava cansada, pois desde cedo andava ocupada no moinho, mas disse a si mesma:
    Já está escurecendo, alguém pode tropeçar nesta pedra e se ferir gravemente.
    Vou tirá-la do caminho. E tentou arrastar dali a pedra. Era muito pesada, mas a moça empurrou, e empurrou, e puxou, e inclinou, até que conseguiu retirá-la do lugar.
    Para sua surpresa, encontrou uma caixa debaixo da pedra. Ergueu-a. Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa. Havia na tampa os seguintes dizeres: "esta caixa pertence a quem retirar a pedra".
    Ela a abriu e descobriu que estava cheia de ouro.
    O rei então apareceu e disse com carinho:
    Minha filha, com freqüência encontramos obstáculos e fardos no caminho.
    Podemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles, se assim preferimos, ou podemos erguê-los e descobrir o que eles significam.
    A decepção, normalmente, é o preço da preguiça.
    Então, o sábio rei montou em seu cavalo e, com um delicado boa noite, retirou-se.
    Não há dor sem causa nem lágrimas sem procedência justa. Nossos obstáculos de agora foram tecidos por nós mesmos. Tenhamos, pois, a coragem de eliminá-los a golpes de esforço próprio baseados na caridade, que é luz acesa em nosso roteiro de ascensão para Deus.